Bento XVI pede mobilização mundial pela Somália

O país sofre pela seca e pelas chuvas torrenciais

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CASTEL GANDOLFO, segunda-feira, 18 de julho de 2011 (ZENIT.org) – Bento XVI pediu a mobilização internacional a favor da Somália, país africano que padece a pior seca dos últimos 60 anos.

Enquanto multidões caminhavam dessas terras, durante dias, rumo à Etiópia e ao Quênia em busca de alimento e água, o Pontífice elevou sua voz neste domingo, durante o encontro que teve com os peregrinos reunidos no pátio do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo.

“Com profunda preocupação, acompanho das notícias procedentes da região do Chifre da África, em particular da Somália, atingida por uma gravíssima seca e, posteriormente, em algumas áreas, também por fortes chuvas, que estão causando uma catástrofe humanitária”, confessou o Santo Padre.

“Inúmeras pessoas estão fugindo dessa imensa carestia, em busca de alimento e de ajuda”, explicou.

Por este motivo, o Papa incentivou “a mobilização internacional, para enviar imediatamente auxílio aos nossos irmãos e irmãs, que já sofreram tanto e entre os quais se encontram muitas crianças”.

A forte seca que atinge o Chifre da África afeta mais de dois milhões de crianças desnutridas, das quais meio milhão corre risco iminente de morte, advertiu neste domingo, em Nairóbi, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

“Que não falte a estas populações que sofrem a nossa solidariedade e o apoio concreto de todas as pessoas de boa vontade”, concluiu.

A UNICEF calcula que quase 11 milhões de pessoas no Quênia, Etiópia, Djibouti, Uganda e Somália estão em risco de fome.

A situação da Somália é particularmente grave, pois, além disso, vive um conflito entre forças do governo e rebeldes da capital, Mogadíscio. A nação do Chifre da África não teve um governo efetivo durante duas décadas.

O Conselho Pontifício Cor Unum, fazendo-se intérprete da preocupação e dos sentimentos de solidariedade com os quais Bento XVI está acompanhando a grave situação da Somália, enviou ao país, em nome do Papa, 50 mil euros.

(Jesús Colina)