Bento XVI revela em Assis segredo de São Francisco, amor a Cristo

Pontífice recorda os oitocentos anos de sua conversão

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ASSIS, domingo, 7 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI fez este domingo uma visita a Assis para revelar o segredo que fez de São Francisco uma figura que continua fascinando o mundo contemporâneo, o amor a Cristo.



«O que é a vida de São Francisco, convertido, senão um grande ato de amor», perguntou durante a celebração da missa na Praça inferior de São Francisco.

A peregrinação do pontífice recordou os oitocentos anos da conversão do fundador dos franciscanos.

«Esta conversão a Cristo, até o desejo de “transformar-se” nEle, explica sua vida tão particular, em virtude da qual se nos apresenta tão atual com respeito aos grandes temas de nossos tempos», indicou.

Entre estas questões de atualidade, citou «a busca da paz, a salva-guarda da natureza, a promoção do diálogo entre todos os homens. Francisco é um verdadeiro mestre em tudo isto».

«Mas o é a partir de Cristo -- declarou --. Cristo é, de fato, “nossa paz”. Cristo é o próprio princípio do cosmos, pois nEle tudo foi feito.

A peregrinação do Papa começou a primeiras horas da manhã em helicóptero. Antes de tudo, quis visitar o santuário de Rivotorto, onde em tempos de Francisco «eram relegados aqueles leprosos de quem o santo se aproximou com misericórdia, começando assim sua vida de penitente», como recordou o próprio Santo Padre.

«Servir aos leprosos até beijá-lo não foi só um gesto de filantropia, uma conversão, por assim dizer, “social”, mas uma autêntica experiência religiosa, ordenada por iniciativa da graça e do amor de Deus», declarou.

Depois o bispo de Roma visitou o santuário que recorda a «pobre morada de Francisco e de seus primeiros irmãos, na pequena igreja de São Damião.

Em seguida, dirigiu-se à Basílica de Santa Clara, e ali, na capela das monjas clarissas adorou o Sacramento da Eucaristia e venerou o Crucifixo de São Damião, de quem Francisco escutou a frase programática que mudaria de sua vida: «Vai, Francisco, reconstrói a minha casa».

«Era uma missão que começava com a plena conversão de sua coração para converter-se depois em fermento evangélico espalhado nas mãos cheias na Igreja e na sociedade», recordou depois o Papa.

Após a missa e um chamado à paz, particularmente no Oriente Médio, lançado durante o Angelus, o sucessor de Pedro visitou o túmulo de São Francisco na Basílica inferior.

Depois almoçou com os frades franciscanos do Sacro Convento. Mais tarde, na sala capitular dessa comunidade religiosa, saudou as irmãs clarissas capuchinhas alemãs do Mosteiro da Santa Cruz.

Na Basílica Superior de São Francisco, o Papa encontrou os participantes no capítulo geral da Ordem Franciscana dos Irmãos Menores Conventuais, e com a Comunidade do Sacro Convento, e lhes entregou uma mensagem.

Após encontrar-se na catedral de Assis com os sacerdotes, diáconos, religiosos, religiosas e seminaristas, o Papa visitou a Porciúncula, na Brasília de Santa Maria dos Anjos, a capela restaurada por São Francisco ao descobrir sua vocação que o levaria à fundação da Ordem franciscana (1209).

Na explanada que se encontra junto à Basílica, o Papa tinha previsto culminar sua visita a Assis com um multitudinário encontro com os jovens, que, como ele explicou, buscava um objetivo claro: «que o jovem Francisco, convertido a Cristo, fale ao seu coração.