Bento XVI se encontra com os gendarmes do Vaticano

Nos peregrinos, o rosto de um irmão que Deus coloca no seu caminho

Cidade do Vaticano, (Zenit.org) Anne Kurian | 991 visitas

“Ver em todo peregrino e visitante o rosto de um irmão que Deus coloca no seu caminho”. Estas palavras iluminadoras, que seriam impensáveis na boca de um chefe de Estado falando para a polícia do seu país, foram ditas por Bento XVI à gendarmaria do Vaticano, que desempenha o papel de polícia local.

Quem frequenta o Vaticano sabe que esse corpo é rígido e disciplinado, uma polícia que muitos países gostariam de ter. Bento XVI considera o trabalho dos gendarmes do Vaticano como uma função delicada, útil e marcada por grandes qualidades humanas.

Na última quinta-feira, o papa recebeu os gendarmes e os bombeiros vaticanos para lhes manifestar seu incentivo e gratidão. Estavam presentes também o cardeal Giuseppe Bertello, presidente do governo, o secretário Giuseppe Sciacca e o cardeal secretário de Estado, Tarcisio Bertone, além dos capelães da gendarmaria, os padres Gioele Schiavella e Sergio Pellini.

O papa homenageou o serviço cotidiano dos gendarmes, que “oferecem, com disponibilidade louvável, a sua ação preciosa, dia e noite, no estado da Cidade do Vaticano”. Bento XVI manifestou estima e profundo reconhecimento pelo generoso trabalho, feito com discrição, competência e eficácia, “e não sem sacrifício”.

O pontífice, que encontra diariamente os gendarmes, destacou o seu profissionalismo na garantia da segurança papal e na de todos os residentes e visitantes do Vaticano. O papa convidou o corpo da gendarmaria a “acolher com cortesia e amabilidade os peregrinos e visitantes, que vêm de Roma, da Itália e de todos os cantos do mundo”, e a “ver em todo peregrino e visitante o rosto de um irmão que Deus coloca no seu caminho”.

Bento XVI desejou que a “presença [dos gendarmes] no coração da cristandade seja um convite a intensificar a dimensão espiritual da vida e a aprofundar a sua fé cristã, dando testemunho valente de uma vida coerente”. Convidou-os também, seguindo o exemplo de Maria, a guardar no coração as grandes cosas que Deus faz na história. Esta atitude “os ajudará a ver na vida cotidiana a intervenção constante da divina Providência, que guia tudo com sensatez e com amor”.

Para terminar, o papa assegurou suas orações e confiou os gendarmes ao amparo dos seus santos padroeiros: o arcanjo São Miguel e Santa Bárbara. Depois, deu a todos a bênção apostólica.