Bicentenário da catedral da Cidade do México: "Olhar para o passado, robustecer o presente e vislumbrar o futuro"

Carta do papa Francisco ao cardeal Norberto Rivera

Roma, (Zenit.org) Redacao | 431 visitas

O papa Francisco escreveu uma carta ao cardeal Norberto Rivera Carrera por ocasião dos 200 anos da catedral metropolitana da capital do México, a celebrar-se no próximo dia 15 de agosto, solenidade da Assunção da Virgem Maria, padroeira da catedral.

Reproduzimos a seguir as palavras do santo padre:

Ao Senhor Cardeal
Norberto Rivera Carrera
Arcebispo da Cidade do México

Querido Irmão,

Com a sua carta do dia 4 do presente mês, você teve a bondade de me recordar que, no próximo dia 15 de agosto, solenidade da Assunção da Bem-Aventurada Virgem Maria à glória do Céu, iniciarão as celebrações para comemorar os duzentos anos do fim da construção da catedral dessa arquidiocese primaz do México.

Nestas significativas circunstâncias, através dos seus bons ofícios, desejo fazer chegar a todos aqueles que se alegram com esta efeméride a minha saudação cordial e a certeza de que me unirei a todos os pastores e fiéis dessa Igreja particular na ação de graças a Deus pelos dons recebidos.

Esta comemoração é uma ocasião para olhar para o passado, robustecer o presente e vislumbrar o futuro.

Da história desse templo, podemos tirar lições para a nossa vida cristã. Quantas pessoas o terão visitado para encontrar-se com o Senhor! As suas pedras são testemunhas silenciosas de tantos que entraram nele para abrir o coração a Deus, pedir-lhe perdão, suplicar-lhe favores, louvá-lo e bendizê-lo por todo o amor que Ele nos manifesta todos os dias. Recolhamos o melhor dessa herança espiritual e continuemos elevando os nossos corações ao céu nesta casa, que é a casa de Deus e de todos os que formam a grande família diocesana.

Mas não se trata apenas de voltar os olhos para trás. Uma oportunidade como esta deve se transformar em um forte estímulo espiritual para assumir com alegria a grande tarefa que todo batizado tem hoje de ser discípulo e missionário de Jesus Cristo. Na catedral, coração da diocese, o bispo leva a cumprimento a ação mais venerada e santa que pode ser realizada: a eucaristia, memorial da Morte, Paixão e Ressurreição de Nosso Senhor. Participemos dela com devoção e encontremos na mesa do Senhor as forças para dar testemunho por toda parte do amor que Deus nos tem, em qualquer ambiente onde nos encontrarmos e com todos aqueles que nos rodeiam, especialmente os mais desfavorecidos.

Assumamos também o desafio de olhar para o futuro com esperança. Que ninguém nos roube a esperança! Pelo contrário: alimentemo-la, vindo ao primeiro templo diocesano. A Palavra de Vida que ressoa na catedral primaz do México há de se prolongar no futuro, há de se enraizar no coração das crianças, dos adolescentes e dos jovens. Eles são uma janela aberta para a alegria e para o entusiasmo. A eles temos que dar o melhor que temos: Cristo, Salvador e Amigo que nunca falha. Isto compete, antes de tudo, aos pais e mães de família, que têm na educação cristã dos filhos o maior dos seus compromissos, do qual não podem cansar-se e o qual levarão a termo não apenas contando com as suas próprias energias, mas, principalmente, apoiados na oração.

Confio todos estes bons desejos ao materno amparo de Nossa Senhora de Guadalupe, nossa Mãe do Céu. Que Ela seja, para toda a arquidiocese do México, bússola e estrela que conduz a Cristo, fruto do seu ventre. Que Ela custodie com a sua proteção e mantenha fiéis no caminho da santidade a todos os sacerdotes, religiosos, religiosas, seminaristas e fiéis dessa comunidade arquidiocesana.

Querido Irmão, peço, por favor, que você reze e incentive a rezarem por mim nessa catedral. Preciso muito das suas orações.

Com estes sentimentos, concedo de coração a bênção apostólica, penhor de copiosos favores divinos.

Fraternalmente,

Francisco