Bispo hondurenho denuncia assassinato de 3.592 jovens

Segundo um informe da Diocese de São Pedro Sula

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TEGUCIGALPA, sexta-feira, 1º de junho de 2007 (ZENIT.org).- Ao menos 3.592 jovens e menores foram assassinados em Honduras nos últimos nove anos pela «exclusão» econômica, a «limpeza social» ou as guerras entre gangues, denunciou um bispo de Honduras.



O bispo auxiliar de São Pedro Sula, norte de Honduras, Dom Rômulo Emiliani, lamentou que a maioria desses crimes tenha ficado na impunidade, segundo informou hoje a imprensa local.

Dom Emiliani apresentou na terça-feira um informe da Comissão Pastoral Juvenil da Diocese de São Pedro Sula, segundo o qual, entre fevereiro de 1998 e abril deste ano, foram assassinados ao menos 3.592 pessoas.

Segundo o informe, 1.232 vítimas eram menores de 17 anos e as outras 2.360 tinham entre 18 e 23 anos.

O bispo sublinhou que a juventude hondurenha está vivendo um «calvário e holocausto terrível» e pediu às autoridades que levem «a sério este drama».

Lamentou que «cada dia apareçam jovens mortos de maneira misteriosa, seja por ajuste de contas, limpeza social, guerra entre gangues ou delinqüência comum».

«A estrutura econômica desta nação é a culpada desta situação, pelo ambiente de exclusão que provocaram contra a juventude», assinalou o prelado.

Demandou que as autoridades atendam com urgência a superlotação e outros problemas das prisões, porque supõem condições inumanas para os réus e um alto risco de violência.

Emiliani apresentou os dados ao anunciar que neste mês de junho se celebrará o Mês da Juventude, uma campanha da Igreja Católica para promover os valores éticos e cívicos entre os jovens.