Bispo pede atenção dos eleitores sobre as campanhas

Iniciativa contra corrupção foi lançada essa segunda-feira no Brasil

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BRASÍLIA, terça-feira, 20 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- O secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pediu que os eleitores estejam atentos às campanhas que serão realizadas em âmbito municipal no país em 2008.



Segundo Dom Dimas Lara Barbosa, «o melhor meio para conhecer o futuro mandatário é observar o modo como ele se conduz ao longo da campanha».

O secretário-geral da CNBB falou durante o lançamento, em Brasília, da campanha «Voto não tem preço, tem conseqüências», encabeçada pela OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e pelo Movimento Nacional de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

A iniciativa tem o objetivo de garantir a aplicação da Lei 9840/1999 que, entre outros pontos, considera ilícito oferecer quaisquer tipos de vantagens ao eleitor em troca de voto.

A Campanha pretende ainda conscientizar os cidadãos para que não troquem ou vendam seus votos nas eleições municipais do próximo ano.

Nesse contexto, Dom Dimas afirmou, segundo refere a assessoria de imprensa da CNBB, que «quem compra votos ou desvia recursos públicos para ser eleito anuncia a maneira incorreta como se norteará no curso do mandato».

O bispo destacou também que a atuação dos políticos deve sempre visar ao bem comum, «não o engrandecimento pessoal».

Entre as estratégias de combate à corrupção, Dom Dimas apontou os três caminhos assinalados pelo MCCE: «educação para o exercício ético do voto, fiscalização popular das eleições e monitoramento do Congresso Nacional para evitar retrocessos legislativos em matéria eleitoral».

O presidente da OAB, Cezar Britto, ao enfatizar a necessidade de «eleições limpas», recordou que o «voto tem conseqüências e conseqüências graves».

«Queremos um Brasil com eleições limpas e sem corrupção - essa é a nossa bandeira», disse.

Além do lançamento em Brasília, a Campanha foi divulgada nos demais 27 Seccionais da OAB no Brasil.

Em Belo Horizonte (Minas Gerais), o promotor eleitoral e vice-presidente da Associação dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais, Edson Resende, destacou que «o candidato que viola a lei e se utiliza da corrupção eleitoral, certamente será um mau administrador público».

Representando a Arquidiocese de Belo Horizonte, o assessor de projetos da Ação Social e Política Arquidiocesana, Júlio César Rodrigues, lembrou que «cada um deve fazer a sua parte».

«Temos desenvolvido ações para avultar a ética e a boa-fé na política», disse.

(Com OAB; CNBB)