Bispo pede maior presença dos católicos nas ações de caridade da Igreja

Num contexto econômico e social em que aumentam os pedidos de ajuda

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Por Alexandre Ribeiro

PORTO, quarta-feira, 9 de julho de 2008 (ZENIT.org).- O bispo do Porto, D. Manuel Clemente, pediu que os católicos reforcem sua presença nas ações de caridade da Igreja, num momento em que aumentam os pedidos de ajuda por parte da população.

Em uma nota pastoral divulgada essa segunda-feira, o bispo português dá orientações no campo da obra caritativa da Igreja local para os tempos mais próximos.

O bispo recorda inicialmente que, «na realidade social que compartilha, a Igreja Católica desenvolve na Diocese do Porto uma atividade múltipla, geralmente tripartida, em cada uma das suas comunidades, paroquiais ou outras».

Ela «estuda e anuncia a Palavra de Deus, celebra os sacramentos e demais atos em que essa Palavra se concretiza e desdobra-se em ações solidárias e caritativas, espontâneas ou institucionais».

Assim, no âmbito diocesano, D. Manuel Clemente recorda o trabalho da Caritas Diocesana e a Obra Diocesana de Promoção Social.

«Além destas, são várias as Congregações e Institutos que desenvolvem ações de solidariedade», afirma.

«De pequena ou grande dimensão, constituem a resposta permanente a muitas solicitações de pessoas e famílias mais necessitadas de apoio, independentemente de serem crentes ou não.»

Segundo o bispo, é precisamente a essas instituições católicas que «chegam diariamente velhos e novos apelos».

Diante da situação atual, D. Manuel Clemente dispõe três pontos: em primeiro lugar, que se mantenha a «atenção e a resposta de todos os organismos caritativos da Diocese à problemática social atual».

Orienta também que se alargue «quanto possível o apoio da Obra Diocesana de Promoção Social às muitas necessidades dos “bairros” onde tem os seus Centros».

Indica que se ajudem, «através da Caritas Diocesana, as famílias que tenham mais dificuldades quanto a material escolar para os seus filhos, no novo ano letivo» que se inicia em breve em Portugal.

«É dever próprio dos serviços públicos dar resposta às necessidades da população. Para isso recebe as contribuições de todos e se orienta a sua ação, em prol do bem comum.»

«Mas tal não nos dispensa a nós, como cidadãos católicos, de estarmos presentes e, quanto possível, prestantes, para a construção duma sociedade mais justa e fraterna», afirma.