Bispos checos contra retirada do crucifixo na Europa

Lamentam “instabilidade” religiosa do Tribunal Europeu

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PRAGA, terça-feira, 11 de janeiro de 2009 (ZENIT.org).- Os bispos da República Checa enviarão um apelo à Europa para lhe recordar seus fundamentos, sobretudo a propósito da recente decisão que afirma que os crucifixos nas escolas representam uma violação dos direitos.

A Conferência Episcopal Checa emitiu uma declaração na semana passada, em que afirma esperar que os Estados membro do Conselho da Europa “não neguem os princípios sobre os quais o Conselho e o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos foram criados”.

A declaração foi escrita em resposta à recente decisão do Tribunal Europeu para os Direitos Humanos de favorecer uma mãe que protestou contra a presença do crucifixo na escola italiana frequentada por seus filhos.

A Corte não ordenou a retirada dos crucifixos, mas o governo italiano apresentou, de qualquer forma, recurso contra a sentença.

A declaração dos bispos checos afirma que a cristandade, “proclamando tradicionalmente direitos e liberdades sem tempo para cada homem, é um fator constante dos ideias e princípios que criam um patrimônio comum dos Estados europeus”.

Da mesma forma, acrescenta a declaração, “a cruz, como atributo cristão fundamental, é ao mesmo tempo um símbolo da comum herança europeia”.

A Conferência de Bispos “rechaça os esforços para eliminar as manifestações tradicionais da cultura cristã da vida social e por substituí-las por atitudes ateias”.