Bispos coreanos fazem peregrinação pelos santuários dos mártires da Coreia

Arquidiocese de Seul proclama setembro como o Mês dos Mártires, em lembrança dos 103 cristãos assassinados por causa do ódio à fé

Roma, (Zenit.org) | 408 visitas

São 21 os bispos coreanos que fizeram pela primeira vez uma peregrinação a pé até os santuários dos mártires em Seul, para celebrar o Ano da Fé e o Mês dos Mártires. A arquidiocese de Seul proclamou setembro como o Mês dos Mártires em memória daqueles que deram a vida pelo evangelho na Coreia.

A memória dos mártires da Coreia é celebrada em 20 de setembro, em honra dos 103 mártires assassinados por causa do ódio contra a fé nas ondas de perseguição que abalaram o país entre 1839 e 1867. Conforme a informação enviada à Agência Fides pela Conferência Episcopal da Coreia, os bispos foram acompanhados por 300 sacerdotes, religiosos, religiosas e outras pessoas que aproveitaram a oportunidade para refletir sobre o espírito do martírio que caracterizou a fé dos seus antepassados.

A peregrinação começou com uma oração na capela do campus de teologia da Universidade Católica da Coreia, onde se encontram alguns restos mortais de Santo André Kim Taegon (1821-1846), o primeiro sacerdote mártir coreano, canonizado por João Paulo II em 1984.

Depois, os bispos percorreram um roteiro que passava pela sede da polícia, lugar de execução dos mártires do país; pela catedral de Myeongdong, em cuja cripta estão as relíquias de nove mártires; pelo santuário dos mártires de Seosomun, construído no lugar em que 44 dos 103 mártires coreanos sacrificaram a vida pela fé; pelo santuário dos mártires de Danggogae, numa colina em que dez católicos coreanos foram martirizados; pelo santuário dos mártires de Saenamteo, onde foram assassinados 11 sacerdotes; e pelo santuário dos mártires de Jeoldusan, que morreram durante a perseguição de 1866. No subterrâneo desta igreja estão os restos de 28 mártires. O local conta ainda com museu e com uma grande estátua ao ar livre de Santo André Kim.