Bispos da Bulgária satisfeitos pela libertação das enfermeiras búlgaras

Haviam sido condenadas à pena de morte na Líbia

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SOFIA, quarta-feira, 25 de julho de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos da Bulgária manifestaram sua satisfação pela libertação das cinco enfermeiras desse país e do médico palestino, nacionalizado búlgaro, condenados na Líbia, primeiro à morte e depois à prisão perpétua, acusados de infectar com o vírus da Aids 438 crianças da Líbia, das quais 56 faleceram.



O presidente da Conferência Episcopal da Bulgária, Dom Christo Proykov, bispo de Sofia, de rito bizantino, comentou a notícia exclamando: «Deus escutou as orações dos búlgaros».

Em declarações ao serviço de informação da Conferência Episcopal Italiana, SIR, reconhece: «Hoje, para os búlgaros, é um dia de Páscoa, pois a justiça ressuscitou. Foi uma belíssima surpresa a chegada de nossos compatriotas, pois não a esperávamos».

Segundo o prelado, o importante é «que tudo terminou bem, o mal foi vencido e penso que estas pessoas, que tanto sofreram, mantiveram o ânimo e se encontram em um estado decente, apesar dos horrores que padeceram».

«Foi belíssimo o que a União Européia tenha levado tão a sério o problema das enfermeiras búlgaras, pondo-se do lado da justiça. Obrigado também à França e a estas duas mulheres maravilhosas, a esposa do presidente da França, Cecília Sarkozy e a comissária européia de Relações Exteriores da Comissão Européia, Benita Ferrero-Waldner, que se entregaram a esta missão sem clamor.»

«O resto cabe à história, que julgará aqueles que fizeram essas pobres mulheres sofrerem tanto», conclui.