Bispos da Eritréia pedem ao governo que não recrute sacerdotes nem seminaristas

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KONIGSTEIN/SUTTON, quarta-feira, 14 de junho de 2006 (ZENIT.org).- Os bispos de Eritréia dirigiram dois escritos ao governo do país da África Oriental solicitando que o clero fique isento do serviço militar, obrigatório para homens com menos de 40 anos.



E é que, com o temor de que a disputa fronteiriça com Etiópia leve a uma explosão de violência, Eritréia chamou às filas sacerdotes e seminaristas, explica nesta quarta-feira «Ajuda à Igreja que Sofre» (AIS).

De acordo com esta Obra de Direito Pontifício, o governo de Eritréia ignorou por enquanto as cartas dos três bispos católicos do país, nas quais explicam que o serviço no exército não é compatível com o papel do clero.

Os católicos representam uma pequena minoria em um país de 4,7 milhões de habitantes; a confissão ortodoxa e o credo muçulmano são majoritários.

Contudo, o papel desempenhado pelos católicos na educação e na assistência social deu aos prelados motivo para expressar-se, visto que o governo está aumentando as tropas na fronteira com Etiópia.

As forças de paz das Nações Unidas estão controlando a fronteira desde o final da guerra entre Etiópia e Eritréia em 2000 – recorda AIS –, mas agora a ONU tem previsto retirar parte de seus 3.000 efetivos.