Bispos da Venezuela expõem suas preocupações

Conclusões de sua assembleia plenária

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CARACAS, segunda-feira, 13 de julho de 2009 (ZENIT.org).- A educação, os meios de comunicação e os perigos do projeto de lei sobre a igualdade de gênero são algumas das preocupações que os bispos expuseram ao final de sua 92ª assembleia plenária ordinária, que culminou nesse domingo. 

Durante a assembleia, os prelados ofereceram uma exortação denominada “Vivam na verdade e no amor de Cristo”. Fizeram a leitura de três documentos que expressam suas preocupações a respeito dos projetos de lei sobre “Igualdade de Gênero”, “Educação” e “Meios de Comunicação Social”. 

Na exortação, os bispos destacam a visita “Ad Limina Apostolorum”, que realizaram durante o mês de junho à cidade de Roma. 

“O Santo Padre nos animou a cultivar uma comunhão afetiva e efetiva mais estreita entre nós, a prestar uma atenção especial aos sacerdotes, a ter um particular interesse pelos seminaristas, e a iluminar e promover a participação dos leigos, chamados a ordenar as realidades temporais de modo que respondam ao desígnio amoroso de Deus”, assinalou Dom Ulises Gutiérrez, Bispo de Carora.

Os bispos recordaram que, ao terminar a visita a Roma, tiveram a oportunidade de participar da abertura do Ano Sacerdotal, realizada na Basílica de São Pedro, em 19 de julho passado. 

Situação na Venezuela 

Desta forma, manifestaram que “durante a Assembleia oramos, compartilhamos e refletimos muito, conscientes de que a realidade da América Latina e da Venezuela é muito grave”. 

“Depois do referendo de 15 de fevereiro de 2009 se acelerou a imposição arbitrária e unilateral do projeto de socialismo do século XXI, o qual desrespeita a vontade popular, o assinalado na Constituição da República Bolivariana da Venezuela e a participação real e livre dos cidadãos”, asseguram. 

Solidariedade com Honduras

No âmbito internacional, os bispos também expuseram sua posição indicando que se compadecem a respeito da “crise política social do país irmão de Honduras”, pedem “ao Senhor que o povo hondurenho encontre a reconciliação através do diálogo, a cura de suas feridas e o caminho do processo democrático, respeitando a soberania desse país”.