Bispos da Venezuela reiteram que Reforma Constitucional é inaceitável

Comunicado da presidência da Conferência Episcopal ante o referendo

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CARACAS, terça-feira, 27 de novembro de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos da Venezuela publicaram ontem um comunicado no qual reiteram que a proposta de reforma constitucional é «inaceitável».



Aproximadamente 16 milhões de venezuelanos estão convocados a votar, no dia 2 de dezembro, para pronunciar-se sobre a proposta do presidente Hugo Chávez, no 5º referendo nacional desde sua chegada ao poder em 1999.

Um comunicado emitido nesta segunda-feira pela presidência da Conferência Episcopal confirma a posição já expressa pelos prelados, explicando que «tal reforma é desnecessária, moralmente inaceitável e inconveniente para o país».

«Além de restringir muitos direitos humanos civis, sociais e políticos consagrados na Constituição, cria motivos de discriminação política e introduz novos campos de confronto e polarização entre os venezuelanos», afirma o comunicado.

Os bispos recordam que todos os cidadãos têm o direito de ter uma opinião sobre a proposta de reforma e de expressá-la democraticamente.

«Rejeitamos os ataques, difamatórios e injuriosos, contra o senhor cardeal Jorge Urosa Savino, arcebispo de Caracas, os bispos em geral e outras personalidades e setores do povo venezuelano.»

Os prelados convidam «todos os eleitores a participar ativamente e a expressar-se livre e conscientemente com o voto».

Desta forma, recordam ao Conselho Nacional Eleitoral «a imperiosa obrigação constitucional, democrática e ética que tem, ante Deus e ante a Pátria, de assegurar a transparência da consulta, tanto no processo dos comícios como na entrega dos resultados».

«Nestes dias prévios a uma decisão histórica da qual dependerá o futuro de nossa querida Venezuela, estamos todos chamados a assumir atitudes cristãs e cívicas de sensatez, cordialidade, respeito aos demais, junto com o compromisso de trabalhar para que impere um clima de paz e de convivência saudável», afirma o comunicado.

Os bispos concluem convidando «todos os católicos, todos os cristãos e todos os homens e mulheres de qualquer religião, a orar intensamente a Deus para que todos contribuamos para construir os caminhos da paz».