Bispos de países andinos definem atuação em regiões fronteiriças

Comunicado dos episcopados da Colômbia, Equador, Peru e Venezuela

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CARACAS, segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 (ZENIT.org) – Os presidentes das conferências episcopais da Colômbia, do Equador, Venezuela e Peru trocaram pontos de vistas sobre a missão continental e chegaram a um acordo sobre linhas comuns para enfrentar os problemas dos fiéis que vivem nas fronteiras.

A informação foi transmitida a ZENIT pela Conferência Episcopal da Venezuela, após reunião entre os prelados, num comunicado conjunto datado de 1 de dezembro.

Em Caracas, os pastores da Igreja dos quatro países andinos – os arcebispos Rubén Salazar, de Bogotá; Antonio Arregui, de Guayaquil; Miguel Cabrejos, OFM, de Trujillo e Ubaldo Santana, FMI, de Maracaibo – destacaram o “esforço de comunhão” realizado por suas respectivas conferências episcopais.

Proximidade singular

No comunicado, os presidentes de episcopado observam que este encontro serviu “para reconhecer mais uma vez que nossas nações formam uma mesma família de irmãos, caracterizada por uma experiência singular de proximidade, fraternidade e solidariedade no seio de uma tradição cristã”.

Os prelados manifestam que se sentem chamados, junto às outras nações do continente, “a construir uma grande pátria comum, unida não somente pela mesma geografia, mas sobretudo pela mesma fé em Cristo, o Filho do Deus vivo, que nos convida a viver como seus discípulos e missionários”.

E explicam que tiveram a oportunidade de compartilhar seus pontos de vista sobre o andamento da Missão Continental, convocada em Aparecida, em seus próprios países.

Os arcebispos confirmam seu propósito “de ir ao encontro de todos os homens e mulheres de nossos povos, com o testemunho da vida em Cristo”. 

Estado de missão

Neste sentido, reiteraram seu compromisso de “seguir fornecendo orientação pastoral no contexto de missão” para que todas as circunscrições eclesiásticas dos quatro países “estejam em estado permanente de missão”.

Os arcebispos descrevem “algumas orientações comuns para a atenção pastoral dos fiéis que, por motivos políticos, sociais e econômicos, migraram ou estão em condição de refugiados em algum dos países irmãos, especialmente nas regiões de fronteira”.

Consideram ocasião propícia para isso os festejos do bicentenário da independência, que qualificam como oportunidade “para que a Igreja se lembre e agradeça a Deus sua colaboração fundamental à formação de nossos países e por seu serviço evangelizador  permanente que tem sido e permanece sendo fator na construção de nossas culturas”.

Compromisso social

Renovam seu compromisso com o desenvolvimento atual e futuro de suas nações “na perspectiva de um crescimento integral e de um genuíno humanismo cristão”.

E convidam os fiéis católicos de seus países a “trabalhar com os homens e mulheres de boa vontade, para que reine a justiça, a liberdade, a fraternidade e a paz”.

Na proximidade do Natal, imploram para que todos os membros do Povo de Deus em seus países “e, em particular para os que entregam sua vida cada dia na ação evangelizadora”, a benção de Deus e a proteção de Nossa Senhora.