Bispos do Peru reivindicam a sua liberdade de expressão

Depois do ataque de Mario Vargas Llosa a Conferência Episcopal do Peru destaca que o escritor entra em temas que superam as suas competências

Roma, (Zenit.org) Redacao | 378 visitas

O escritor peruano Mario Vargas Llosa pronunciou-se neste domingo em um artigo publicado no jornal espanhol ‘El País’, em favor da União civil entre homossexuais e criticou o comunicado da Conferência Episcopal Peruana (CEP) sobre a questão chamando-o de "cavernoso e de uma grosseira ignorância".

Diante do ataque, os bispos defenderam o seu direito de expressar os ensinamentos da Igreja e de tratar temas que se referem à dignidade da pessoa e ao seu fim último. Lamentaram além do mais a linguagem “com adjetivos desrespeitosos aos bispos do Perú” utilizado pelo Nobel da literatura.

Não é a primeira vez que Vargas Llosa critica a algum bispo do seu país, como aconteceu no começo deste mês de abril.

Em um comunicado datado desta terça-feira 22 de Abril e publicado no site da Conferência Episcopal se indica: “Como pessoas e como peruanos, os bispos do Perú temos o direito e a liberdade de expressar os ensinamentos da Igreja aos nossos fieis e à opinião pública, com o respeito que sempre tivemos; mais ainda quando os temas têm a ver com a dignidade da pessoa e com o seu fim último que é a salvação, porque só assim se constrói uma sociedade justa e pacífica”.

"Insultar e ofender - continua o comunicado – quem respeitosamente manifesta a sua própria opinião, em um país onde há liberdade de expressão, só porque não se está de acordo com as suas ideias, não enobrece ninguém, menos ainda quando em ocasiões como esta, o Dr. Vargas Llosa, se arroga o direito de guardião da consciência dos outros, assunto que supera a sua competência”.

Os bispos recordam que “dialogar com respeito é democracia verdadeira; a intolerância e o insulto fomentam a violência da qual já suportamos abundantes demonstrações. Fomentar a paz com respeito mútuo e liberdade é o que verdadeiramente faz uma pessoa nobre”.

E concluem seu comunicado indicando: “O Peru que amamos tem o direito de ver fortalecida a sua institucionalidade, o transparente serviço à verdade e a defesa da dignidade das pessoas.

[Trad.TS]