Bispos dos EUA defendem assistência à saúde para todos

Pedem uma reforma mais respeitosa com a vida

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WASHINGTON, quinta-feira, 23 de julho de 2009 (ZENIT.org).- A Conferência de Bispos Católicos dos Estados Unidos exortou os legisladores a reformar o sistema de saúde para proporcionar uma assistência acessível para todos, e respeitosa com a vida humana.

Os bispos realizaram o pedido através de uma carta dirigida aos congressistas norte-americanos com data de 17 de julho e assinada pelo presidente do Comitê para a Justiça Interna e o Desenvolvimento Humano, o bispo William Murphy da diocese de Rockville Centre (Nova York). 

A carta, difundida nesta terça-feira, foi escrita para dar a conhecer as prioridades da conferência de bispos a todos os senadores e membros da Câmara de Representantes. 

No texto, os bispos expressam a esperança de que o Congresso “realize uma reforma do sistema de saúde nacional que reafirme realmente a vida”. 

“Enquanto o Congresso inicia o debate sobre a reforma do sistema de saúde”, os prelados destacam seu apoio a esta ação e oferecem critérios para algumas mudanças “justas”. 

“Insistimos e devemos sempre insistir no fato de que a reforma da assistência à saúde exclua a cobertura do aborto e de qualquer outra ação que mine a sacralidade da vida”, declaram. 

A carta pede uma “política de saúde realmente universal e que respeite a vida e a dignidade humana”. 

Também “o acesso para todos, com uma especial preocupação pelos pobres e pela inclusão dos imigrantes em situação regular”. 

A política de saúde deve perseguir o bem comum e preservar o pluralismo, que inclui “a liberdade de consciência e a variedade das opções”, advertem os bispos. 

Os custos da saúde devem também ser reduzidos e aplicados “de maneira equitativa entre o conjunto dos contribuintes”. 

Moralidade e política

“Nenhuma reforma da saúde deve obrigar-nos a pagar pela destruição da vida humana, seja através do financiamento do Governo ou mediante a cobertura obrigatória do aborto”, acrescenta o texto. 

Para os bispos, uma política que financia o aborto “seria politicamente pouco prudente”. 

Os bispos acrescentam que outro requisito do dever de “defender a vida e a dignidade de cada pessoa” é recordar o princípio segundo o qual “uma assistência à saúde digna não é um privilégio mas um direito”. 

O acesso a uma assistência à saúde de qualidade “não deve depender do nível de vida, do fato de que os pais trabalhem, do que ganhem, de onde se viva ou de onde se tenha nascido”, afirmam. 

“A Conferência Episcopal acredita que a reforma do sistema de saúde deve ser realmente universal e realmente acessível”, diz a carta. 

Finalmente, os bispos expressam seu desejo de trabalhar com os membros do Congresso “sobre estas prioridades enquanto vocês tomam decisões importantes sobre como reforçar e melhorar a assistência à saúde, uma prioridade nacional fundamental”.