Bispos espanhóis convidam escolas católicas a «examinar a si mesmas»

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MADRI, quinta-feira, 5 de julho de 2007 (ZENIT.org-Veritas).- A Conferência Episcopal Espanhola (CEE) publicou nesta quinta-feira o documento «A Escola católica. Oferta da Igreja na Espanha para a educação no século XXI», aprovado na última Assembléia Plenária da CEE, celebrada no mês de abril passado.



A CEE deseja que os colégios católicos reflitam sobre este documento, que é oferecido como «um instrumento de trabalho para uma revisão daquilo que precisa ser vitalizado para uma melhor evangelização das crianças e jovens».

«No começo deste novo século, a escola católica está chamada a examinar a si mesma e a responder aos novos desafios propostos à ação educativa cristã. (...) É um momento oportuno para que a Igreja espanhola promova a renovação da própria escola católica e esclareça, por sua vez, o serviço educativo que com isso oferece à sociedade», sublinha a CEE.

Os bispos consideram que «o desafio mais importante da escola católica é educar e formar seus alunos conforme o projeto educativo cristão» e «deve contrapor aqueles condicionantes que dificultam o autêntico desenvolvimento da formação integral».

O documento abarca a nova Lei Orgânica de Educação (LOE) e assinala que «apresenta ambigüidades que não nos podem deixar de preocupar em matéria de direitos e liberdades e que, sem dúvida, gerarão situações de conflito em seu desenvolvimento, em particular no que afeta à escolha dos pais do tipo de formação religiosa e moral que responda às suas convicções».

Assim, recordam que «é um direito do aluno e uma exigência da formação integral que o saber religioso e moral (...) tenha um tratamento equiparável ao resto de saberes em seu processo educativo, sendo este um elemento integrador que harmoniza o sentido da vida e seu ser pessoal».

Desta forma, o texto da CEE faz alusão à matéria de Educação para a Cidadania e afirma que «o Estado não pode impor legitimamente nenhuma formação da consciência moral dos alunos à margem da livre escolha dos pais».

Os bispos afirmam que se for assim, «violentaria a vontade dos pais e declararia implicitamente que a opção feita por eles no exercício de seus direitos não é considerada válida pelo Estado. Precisamente isso é o que o Estado faz agora com a nova área criada pela LOE sob o nome de Educação para a cidadania».

O texto conclui com 13 propostas de atuações futuras na escola católica. Entre elas, «motivar e formar os membros da comunidade educativa sobre os princípios e valores da Pessoa e Mensagem de Jesus Cristo, a participação na celebração de alguns sacramentos e outros atos litúrgicos em coordenação com o ordinário diocesano; cuidar da seleção dos educadores leigos com critérios de adequação à identidade católica ou fortalecer a acolhida de pessoas de outras culturas».

Pode-se ler o documento no site da Conferência Episcopal Espanhola: http://www.conferenciaepiscopal.es.