Bispos gregos advertem contra retirada do crucifixo

Respeito aos símbolos religiosos é necessário para a convivência

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ATENAS, quarta-feira, 23 de junho de 2010 (ZENIT.org) – Os bispos católicos gregos advertiram que a proibição da exposição do crucifixo em repartições públicas não contribuirá para a convivência pacífica na Europa.

É o que afirmam em um comunicado divulgado em 11 de junho pelo Santo Sínodo da Hierarquia Católica da Grécia, por ocasião da decisão judicial de 30 de junho referente ao recurso da Itália, apoiado por outros países da União Europeia, sobre a sentença que obriga a retirada dos crucifixos das repartições públicas.

O comunicado é assinado pelo presidente do Sínodo, Dom Franghiskos Papamanolis, bispo de Santorini e vigário de Creta, e pelo secretário do órgão, Dom Nikolaos Printesis, arcebispo de Naxos, Andros, Tinos e Mykonos e vigário de Chios.

Para os prelados, “a condenação da Itália, um país de cultura cristã universal e tradição histórica, cuja capital é também sede da Santa Sé Apostólica do Bispo de Roma e centro da Igreja Católica, seria o mais importante de uma série de ações já explicitadas, entre as quais a recusa dos dirigentes políticos e representantes dos países europeus em reconhecer na Constituição as raízes cristãs de nosso velho continente”.

“Uma pequena minoria pode impedir que uma vasta maioria expresse sua fé em conformidade com as tradições de seu povo, mas que ao mesmo tempo, não permitirá que as minorias religiosas sejam impedidas de expressar sua própria fé”, diz o comunicado.

Os prelados insistem no fato de que “o respeito recíproco às tradições religiosas é necessário numa sociedade que se torna cada vez mais multicultural”.

Esta é a única maneira de se “assegurar a convivência pacífica entre todos os credos e tradições, condenando toda forma de fundamentalismo religioso, que só trouxe dor à humanidade”.

Para os bispos gregos, “não se deve proibir a exibição pública de símbolos cristãos em sociedades que têm séculos de tradição cristã, especialmente nos ambientes em que se desenvolve a autoconsciência religiosa das crianças e dos jovens”.

“Seria uma contradição negar o patrimônio espiritual e cultural de um país, cujas raízes fazem parte do futuro”, concluem os prelados.