Bispos portugueses recebem formação em comunicação

Nas Jornadas Pastorais do Episcopado, em Fátima

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FÁTIMA, domingo, 24 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Os bispos portugueses receberam formação na arte de presidir e de comunicar, porque o século XXI «exige qualidade estética», disse à agência da Igreja Católica em Portugal, «Ecclesia», D. Carlos Azevedo, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP).



De 18 a 21 de Junho, realizaram-se, em Fátima, as Jornadas Pastorais do Episcopado, subordinadas ao tema: «O ministério do Bispo e a arte de presidir e de comunicar». Com esta iniciativa demonstrou-se o «reconhecimento da necessidade de formação numa área onde houve um descuido», referiu o Secretário da CEP.

Os especialistas -- teóricos e práticos -- ajudaram os presentes a «enquadramo-nos dentro da área da Comunicação Social». E acrescenta: «Ajudaram-nos a perceber as exigências e os critérios da Televisão, Rádio e dos restantes órgãos», porque os critérios da Comunicação Social «não são aqueles a que estamos habituados».

Os lamentos são freqüentes. Muitas vezes, os bispos «queixam-se que a Comunicação Social não está preparada para nos questionar e não está por dentro dos mecanismos da Igreja». «Mas também acontece o contrário, nós não estamos preparados para entender os mecanismos da Comunicação Social», sublinha D. Carlos Azevedo. Em relação à comunicação dentro da própria Igreja, o secretário da CEP realça que esta, «muitas vezes, não funciona».

O conteúdo e a mensagem da Igreja «tem valor e é muito rico», mas «necessitamos de novas formas de cuidar do embrulho». A forma é fundamental na «transmissão da fé», disse.

Ao olhar para as celebrações, D. Carlos Azevedo nota que as «músicas são de fraca qualidade e os nossos gestos não têm beleza». E avança: «A beleza também fala de Deus». Depois de ouvir os conselhos dos oradores, o secretário da CEP afirma que as «homilias têm de ser muito bem preparadas e pensadas para que a mensagem passe». Até os improvisos têm de ser «muito bem preparados».