Boas notícias também nas tragédias

Evangelizando no âmbito da mídia

Roma, (Zenit.org) Rocio Lancho García | 477 visitas

Jornalistas, operadores de rádio, TV, web e publicidade compartilharam as suas experiências sobre a nova evangelização no campo do jornalismo em um simpósio organizado pelo congresso dos animadores e responsáveis pela Renovação Carismática na Itália, que terminou hoje, em Rimini.

Alguns dias atrás, o papa Francisco recebeu em audiência os funcionários do Centro Televisivo Vaticano (CTV), por ocasião dos 30 anos da emissora, e lembrou a eles que o seu trabalho profissional está a serviço da Igreja. Este mesmo convite foi recebido pelas pessoas que, na tarde de ontem, relataram as suas experiências no mundo da comunicação.

Os quatro palestrantes concordaram: é importante abrir espaço para as boas notícias nos meios de comunicação, porque a boa notícia já está espalhada por aí; basta divulgá-la.

Amerigo Vecchiarelli, redator-chefe da TV 2000, contou a sua experiência televisiva. "Fazer televisão é caro em todos os sentidos: dinheiro, tempo... Mas vale a pena". Vecchiarelli pediu que o público não seja espectador passivo, mas faça o discernimento do que vê na televisão.

O jornalista convidou a plateia de profissionais a buscar a boa notícia, mesmo em situações de emergência, e deu um exemplo ocorrido em uma das recentes tragédias de Lampedusa: mesmo no meio de um cenário de morte, pode-se falar do pescador corajoso que arriscou a vida para salvar alguns dos migrantes náufragos.

Vecchiarelli explicou ainda o fenômeno da "informação monolítica", que insiste num único tópico e na semelhança de conteúdos. É preciso, disse ele, passar uma mensagem positiva diante de todo o mal que estamos acostumados a ver e ouvir. Uma possibilidade para a evangelização via meios de comunicação é dar voz às pessoas que vivem a fé na vida diária: estas pessoas, já em si, são uma boa notícia.

Outro convite lançado foi o de sermos testemunhos vivos como católicos e não apenas “para os outros verem e sentirem que eu sou católico [...] Devemos ser cristãos na mídia não só realizando produções, mas convidando um colega de trabalho a rezar, sempre que necessário”.

Dante Balbo também falou do trabalho na televisão e salientou a importância de adaptar a linguagem ao meio, de modo a chegar ao público mais eficazmente. Ele contou que na Rádio Maria da Suíça foi aberto um espaço em italiano dedicado à Renovação Carismática.

Na última palestra, Luciano Ferniani falou do seu projeto com os presidiários, destacando a necessidade da oração de todos os irmãos por eles. É importante ensiná-los a trabalhar em grupo, dar valor à expressão corporal e transmitir a mensagem em linguagens novas.

Foram abordadas, finalmente, as redes sociais e o seu papel atual na evangelização e na transmissão da boa notícia. Elas são meios que podem ser usados ​​para fazer propaganda de reuniões, momentos de oração e testemunhos da fé.