Bombeiros vaticanos ajudam a salvar vidas do terremoto na Itália

«O que as pessoas mais precisam é de consolo», afirma o engenheiro De Angelis

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CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 7 de abril de 2009 (ZENIT.org).- Oito bombeiros vaticanos colaboram desde esta segunda-feira com as tarefas de resgate das vítimas do terremoto na região de Abruzzo, enviados pela Santa Sé e com a permissão do Papa, segundo afirmou o comandante do corpo, Domenico Giani, aos microfones da Rádio Vaticano

«Durante a noite, ao acabar de saber da tragédia, falei com nossos superiores, com o bispo Renato Boccardo e com o cardeal Giovanni Lajolo – respectivamente secretário e presidente do governo da Cidade do Vaticano. Depois informamos ao Santo Padre, ao secretário de Estado e a toda a cecretaria», explicou o oficial. 

«Nós nos sentimos obrigados, neste momento de grande dor, a que uma de nossas equipes dos bombeiros estivesse presente para dar uma mão», acrescenta, explicando que as forças de segurança vaticanas «estão também preparadas neste setor da segurança e da proteção civil». 

O Vaticano enviou ao local um engenheiro e uma equipe de 8 membros, com material de proteção civil e ajuda para a população. A equipe trabalha em colaboração com os serviços de emergência italianos. 

Os bombeiros vaticanos estão trabalhando em uma das regiões mais afetadas, a aldeia de Onna, na qual perderam a vida 41 de seus 250 habitantes. «Eles trabalharam a noite toda recuperando cadáveres, mas agora se dedicam sobretudo a assistir a população, recuperando o que se pode recuperar e dando apoio moral», explicou Giani. 

«A Santa Sé, com suas diversas estruturas (Cor Unum, Cáritas, etc.), quando há uma emergência, sempre leva ajuda em nome do Santo Padre. Neste caso, além da ajuda material e econômica, proporcionou-se também a ajuda profissional», acrescentou.  

Por sua parte, o engenheiro membro da equipe enviada à localidade pela Santa Sé, Paolo De Angelis, explicou à emissora vaticana que a situação «é desastrosa» e que apesar disso se está manifestando «a solidariedade entre as pessoas». 

«Fomos acolhidos de forma muito positiva: esta é a mensagem que queríamos trazer, uma mensagem de solidariedade que a população acolheu plenamente.»

«O clima agora entre os habitantes é de consternação. Aqui, falta sobretudo o consolo às pessoas que ficaram sem nada por causa do terremoto», acrescentou.