Brasil: atenção às injustiças no sistema prisional, pede sacerdote

No contexto da Quaresma, assumir compromisso de mudança, sublinha

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SÃO PAULO, sexta-feira, 27 de março de 2009 (ZENIT.org).- O coordenador da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de São Paulo, padre Valdir João Silveira, convida os católicos a refletirem nesta Quaresma sobre a realidade dos detentos e as violações aos direitos fundamentais que acontecem no sistema prisional.

«Estamos no tempo da Quaresma, tempo de conversão, de olhar a realidade a nossa volta com o olhar de Jesus Cristo e, com ele, assumirmos o compromisso de mudança daquilo que, aos olhos de Deus, é realidade de pecado, de injustiça e de desamor», afirma o sacerdote, em matéria na edição desta semana do jornal arquidiocesano ‘O São Paulo’.

No Estado de São Paulo, são 155 mil presos sob tutela da Secretaria de Administração Penitenciária.

«Neste universo, encontramos reiteradas violações aos direitos fundamentais garantidos pela Constituição Federal e, na grande parte das vezes, são os motivos das rebeliões e motins», afirma padre Valdir Silveira.

O sacerdote destaca entre os problemas a super-população, celas para 12 detentos habitadas por mais de 50 pessoas, ausência de equipe jurídica nas unidades prisionais e lentidão e severidade do judiciário.

«Nossa população carcerária é pobre, dependente da assistência jurídica gratuita, sendo que em São Paulo são apenas 400 defensores públicos, e destes, apenas 37 cuidam da execução penal dos 155 mil presos», sublinha.