Brasil: no mês da Bíblia, arcebispo indica Lectio Divina

Meditar sobre a Epístola de São Paulo aos Filipenses

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RIO DE JANEIRO, terça-feira, 8 de setembro de 2009 (ZENIT.org).- O arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, indica aos católicos a prática da Lectio Divina, especialmente neste período em que se celebra no país o mês da Bíblia.

A orientação da Igreja em favor da Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia se faz “como modo de acolher no coração e na mente a Palavra que Deus que será transformada em vida e prática cristã na vida diária como testemunho evangélico”.

Dom Orani recorda que a CNBB propõe para meditação neste mês de setembro a Epístola de São Paulo aos Filipenses. Com o tema “Alegria de servir no amor e na gratuidade”, e com o lema “Tende em vós os mesmos sentimentos de Jesus Cristo”.

O arcebispo assinala que a Carta aos Filipenses é muito específica para uma reflexão sobre a vida em comunidade.

“A essência de nossas comunidades, paróquias, casas religiosas em nada se difere dos primeiros grupos cristãos, dos primórdios da Igreja de Cristo: homens e mulheres, em torno da mesa do Sacrifício Perene, vivendo e compartilhando a sua vida e o que possuíam”, afirma.

Dom Orani considera que “a orientação que São Paulo dirigia aos fiéis de Filipos, na Macedônia, é a mesma que ainda ecoa até nossos dias”.

“No momento em que vivemos a pressão do consumismo, da vontade do ter sempre mais, distraindo-nos em nossa caminhada, prendendo-nos aos bens terrenos, banaliza nossa atitude a letra do Apóstolo: ‘Eu aprendi a me adaptar às necessidades; sei viver modestamente e sei também como me comportar na abundância. Estou acostumado com toda e qualquer situação’.”

“Consegue-se abandonar tudo, até de si mesmo, de suas pretensões, de seu orgulho, a partir do momento em que se ouve a mensagem do Cristo e se a vive. Assim Paulo o fez e incitava seus caros irmãos no amor de Deus a fazê-lo também, ‘pelo entranhado amor de Jesus Cristo’, que se deu até à morte pela nossa redenção”.

É o anseio “da busca do amor que Cristo nos oferece pelo seu seguimento e pelo seu discipulado que devemos alimentar a nossa vida”, assinala o arcebispo.