Brasil: Uma assembleia em que os bispos estiveram “unidos no afeto”

Encerrada em Aparecida a 49ª assembleia geral da CNBB

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APARECIDA, sexta-feira, 13 de maio de 2011 (ZENIT.org) - A presidência da CNBB que termina seu mandato encerrou na manhã desta sexta-feira a 49ª assembleia geral do episcopado, destacando o espírito de afeto que prevaleceu durante os dez dias de trabalho em Aparecida.

“Sentimos-nos como os apóstolos no cenáculo com a mãe de Jesus, unidos no afeto. Aqui nós aprovamos as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), realizamos as eleições para aqueles assumirão a CNBB nos próximos quatro anos”.

“E vivemos dez dias pontilhados pelos momentos de oração especialmente a oração eucarística a cada manhã na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida”, afirmou Dom Geraldo Lyrio, que passou a presidência da CNBB para as mãos do cardeal Raymundo Damasceno Assis.

Na sua fala de encerramento da assembleia, Dom Geraldo fez menção ao primeiro ato de sua presidência, que foi a recepção ao Papa Bento XVI no dia 9 de maio de 2007. Ele disse que foi “uma graça ter tido a oportunidade de, na sua presidência, poder receber o pontífice pela primeira vez no Brasil”.

Dom Geraldo Lyrio também se dirigiu a todos que participaram dos trabalhos da presidência da CNBB no quadriênio de 2007 a 2011, agradecendo pela colaboração e enfrentamento das dificuldades.

Aos que foram eleitos para os cargos diretivos da CNBB, Dom Geraldo Lyrio disse que implora “o espírito de Deus que ilumine-os nesses próximos quatro anos”; “que realizem todo o seu trabalho ao longo desse novo quadriênio que começa agora a fim de que tudo que realizarem seja para o fortalecimento da Igreja de Cristo”.

O cardeal Damasceno elogiou o trabalho feito pela presidência que encerra seu mandato. Foi um trabalho “feito com muita competência nos últimos quatro anos”; “os nossos mais sinceros agradecimentos pedindo que Deus retribua a todos pelo que fizeram pela Igreja no Brasil”.

Dom Damasceno agradeceu também pela oportunidade dada a ele de “continuar a servir a Igreja”.

“Vemos essas escolhas sempre como a vontade de Deus que nos confiou esta responsabilidade. Agradeço também a todos que depositaram em nós essa confiança. Sabemos que não estamos sozinhos, portanto, a corresponsabilidade é de todos, determinada pelos estatuto e regimento da nossa Conferência”, disse.

Segundo o arcebispo de Aparecida, as Diretrizes da Ação Evangelizadora são o rumo que a CNBB tem para seguir nos próximos anos. Ele disse que espera das Igrejas particulares “a aprovação de planos de pastorais fundados nas novas DGAE, para que elas sejam realidade na Igreja no Brasil”.

O cardeal encerrou pedindo a Deus e à intercessão de Nossa Senhora Aparecida as bênçãos para esta nova “caminhada e missão evangelizadora que começa hoje, para que possamos sair daqui renovados no nosso ardor missionário”.

Pediu também a colaboração de todos “nos âmbitos federal, municipal, estadual”. E finalizou pedindo “ao Cristo ressuscitado companhia nessa nossa nova missão”.

(Com CNBB)