Cada criança que nasce é um presente de alegria e de esperança

O papa Francisco batiza 32 bebês e afirma que gosta muito de batizar porque cada batizado é um prodígio da fé e uma festa para a família de Deus

Roma, (Zenit.org) Antonio Gaspari | 428 visitas

Na festa do Batismo do Senhor, depois de batizar trinta e dois bebês pela manhã, o papa Francisco declarou: "Agradeço a Deus com vocês por essas criaturas e por cada nova vida. Eu gosto de batizar crianças! Gosto muito! Cada criança que nasce é um presente de alegria e de esperança, e cada criança que é batizada é um prodígio da fé e uma festa para a família de Deus".

Na costumeira reflexão antes da oração do ângelus, o papa recordou que, quando João batizou Jesus no Rio Jordão, "os céus se abriram para ele" (Mt 3,16).

De acordo com o bispo de Roma, aquele batismo realiza as profecias (cf. Is 63,19). Referindo-se ao caráter concreto da Palavra, Francisco destacou que "se os céus permanecessem fechados, o nosso horizonte nesta vida terrena seria escuro, sem esperança. Mas, celebrando o Natal, a fé mais uma vez nos dá a certeza de que os céus se abriram com a vinda de Jesus".

Neste contexto, o nascimento e o batismo de Jesus são manifestações que marcam "o início do grande tempo da misericórdia".

O pecado tinha fechado os céus, levantando uma barreira entre o ser humano e o seu Criador, mas, "com o nascimento de Jesus, os céus se abriram", repetiu o papa.

Os céus abertos são a garantia de um amor indestrutível que Deus nos dá em Cristo; céus abertos que foram vistos pelos pastores de Belém, pelos Reis Magos do Oriente, por João Batista, pelos Apóstolos de Jesus e por Santo Estêvão, o primeiro mártir, que exclamou: "Contemplo os céus abertos" (Atos 7,56).

Se nos deixarmos invadir pelo amor de Deus, sugeriu o papa, "é possível vivermos o tempo da misericórdia! Não se esqueçam: este é o grande tempo da misericórdia!".

O bispo de Roma disse que Jesus, o sem pecado, aceitou o batismo para compartilhar da nossa condição humana de pobreza, porque "compartilhar é o verdadeiro modo de amar. Jesus não se dissocia de nós, mas nos considera irmãos e compartilha conosco. E assim nos torna filhos, junto com Ele, de Deus Pai. Esta é a revelação e a fonte do amor verdadeiro. E este é o grande tempo da misericórdia!".

O Papa perguntou ao povo em festa na Praça de São Pedro: "Vocês não acham que, no nosso tempo, existe a necessidade de uma dose extra de partilha fraterna e de amor? Vocês não acham que todos nós precisamos de um suplemento de caridade?". E detalhou: "Uma caridade que compartilha, que se importa com o desconforto e com o sofrimento do irmão".

Só desta forma, reforçou o papa Francisco, “a vida ganha sabor: quando nos deixamos inundar pelo amor de Deus! Peçamos que a Santíssima Virgem Maria nos dê auxílio com a sua intercessão em nosso compromisso de seguir a Cristo no caminho da fé e da caridade, o caminho traçado pelo nosso batismo”.