Campanha da Fraternidade no Brasil chama à paz positiva

Secretário-geral da CNBB abriu oficialmente a Campanha nesta Quarta-feira da Cinzas

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APARECIDA, quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 (ZENIT.org).- Uma missa celebrada na manhã de hoje no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida marcou a abertura oficial da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que, neste tempo de Quaresma, discutirá «Fraternidade e Segurança Pública», com o lema «A paz é fruto da justiça».

A missa foi celebrada pelo arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis. Na homilia, o secretário-geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara, afirmou que a Campanha pretende motivar uma grande discussão no país sobre a questão da segurança pública.

Segundo Dom Dimas, os cidadãos devem buscar a construção de uma «paz positiva e não a paz da violência». Entre as formas de violência, o bispo destacou a «violência doméstica, em que a criança e a mulher são as maiores vítimas. Há ainda a violência simbólica que criminaliza as pessoas que moram nas favelas».

Para o secretário, a segurança pública não é uma responsabilidade apenas do governo, mas de toda a sociedade. Ele destacou a importância de políticas públicas no setor, mas enfatizou que é necessário um esforço de cada um para construir uma civilização da paz.

De acordo com o texto base da CF 2009, um dos objetivos da Campanha é «desenvolver nas pessoas a capacidade de reconhecer a violência na sua realidade pessoal e social, a fim de que possam se sensibilizar e se mobilizar, assumindo sua responsabilidade pessoal no que diz respeito ao problema da violência e à promoção da cultura da paz».

Também «denunciar a gravidade dos crimes contra a ética, a economia e as gestões públicas, assim como a injustiça presente nos institutos da prisão especial, do foro privilegiado e da imunidade parlamentar para crimes comuns».

Pretende-se ainda, entre outros objetivos, «fortalecer a ação educativa e evangelizadora, objetivando a construção da cultura da paz, a conscientização sobre a negação de direitos como causa da violência e o rompimento com as visões de guerra, as quais erigem a violência como solução para a violência».