Canadá: dois bispos anglicanos solicitaram a sua entrada na Igreja Católica

Junto com dois ministros e parte dos seus fiéis

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ROMA,  quinta-feira, 19 de Abril de 2012 (ZENIT.org) – No domingo passado, festa litúrgica da Divina Misericórdia, os bispos anglicanos canadenses, Peter Wilkinson e Carl Reid, solicitarm a sua admissão à plena comunhão com a Igreja Católica. A esses dois líderes religiosos deve-se acrescentar dois ministros anglicanos e um diácono, como também uma parte dos fiéis das suas comunidades nas cidades de Ottawa e Victoria.

Numa entrevista à Rádio Vaticano, o arcebispo de Ottawa, monsenhor Terrence Prendergast expressou que “ este é o final feliz de um processo de aproximação começado há vários anos”.

“Respondemos ao chamado de um grupo de anglicanos que desejavam estar em comunhão completa com a Igreja – explicou monsenhor Prendergast -. É um grupo pequeno, mas significativo”. O arcebispo qualificou este fato como um exemplo de fortalecimento da unidade e “um sinal positivo para outros”.

Explicou que estas comunidades receberão o apoio de sacerdotes católicos e estarão sob uma jurisdição especial. Por enquanto, estas comunidades não contarão com sacerdotes próprios, enquanto que os ministros que pediram para ser admitidos à ordem sacerdotal realizam estudos de teologia e recebem a aprovação da Congregação da Doutrina da Fé.

O arcebispo Prendergast também explicou que os católicos provenientes do anglicanismo podem celebrar a Eucaristia celebrada com o rito especial admitido pela Constituição Apostólica Anglicanorum Coetibus, ou fazer parte de qualquer das celebrações e comunidades católicas, segundo a sua conveniência. Igualmente, as celebrações destas comunidades admitidas são válidas para todos os católicos, ao encontrar-se em plena comunhão com o Papa.

A Eucaristia da Divina Misericórdia, celebrada para admitir formalmente os bispos e suas comunidades dentro da Igreja, foi realizada com esta forma específica autorizada pela Santa Sé. “Aprendi a celebrar a Santa Missa na tradição anglicana aprovada para este grupo”, comentou monsenhor Prendergast, que esclareceu que é muito semelhante à uma forma extraordinária utilizada pela Igreja Católica em certas ocasiões. “O sacerdote que trabalhou com eles aprendeu esta liturgia também, e acho que isso os animará e confortará”, concluiu.