Canto gregoriano e solenidade no encerramento do milenário de Solesmes

Cardeal Tauran preside à missa na abadia francesa

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SOLESMES, sábado, 16 de outubro de 2010 (ZENIT.org) – As celebrações do milenário da fundação da abadia beneditina francesa de Saint-Pierre de Solesmes concluíram nessa terça-feira com uma solene liturgia eucarística cantada em gregoriano.

A cerimônia foi presidida pelo presidente do Conselho Pontifício para o Diálogo Inter-religioso, como enviado especial do Papa, cardeal Jean-Lous Tauran, e concelebrada pelo cardeal Jean-Pierre Ricard e por diversos bispos e sacerdotes.

Diversos religiosos, religiosas e fiéis católicos e de outras religiões assistiram também ao encerramento do Ano Jubilar desta emblemática abadia da diocese de Mans, evento aberto dia 12 de outubro do ano passado.

O cardeal Tauran, em declarações à Rádio Vaticano, disse que “esta grande abadia, dominada pela figura de Guéranger, restaurador do canto gregoriano, recorda à sociedade de hoje a necessidade de uma vida interior, entendida em sentido mais amplo e portanto não apenas uma vida espiritual, mas também cultural”.

Para o cardeal Tauran, os monjes de Solesmes convidam a “apreciar o silêncio para compreender o que somos e para onde iremos”.

Ele destacou os mil longos anos de fidelidade ao Evangelho da Abadia de Solesmes e indicou que “no mundo de hoje os monastérios são os oásis espirituais, os pulmões verdes em nossas cidades”.

Por sua parte, o abade de Solesmes, Philippe Dupont, explicou que “este milenário nos dá oportunidade de revisar o passado, não para contemplá-lo com nostalgia, mas para dar graças pelos dons de Deus e aprender as lições desta história para pensar nosso futuro”.

Abade de Solesmes desde 1992, Dupont falou do canto gregoriano, que tornou famosos os monjes desta comunidade.

“O canto litúrgico gregoriano também tem um valor tradicional na estabilidade" dessa abadia e "na oração da Igreja, porque tem atravessado os séculos”, disse.

Dupont explicou que “após o Concílio Vaticano II, o Papa Paulo VI nos pediu para continuar com esta tradição, para que o canto gregoriano seja conservado não como um tesouro doado ao museu, mas como uma oração viva que ajuda as almas a ascenderem até Deus”.

Para o abade de Solesmes, trata-se de “uma oração mais interior: sua doçura, mas também a força e algumas melodias, expressam adequadamente os múltiplos sentimentos de louvor e súplica dos homens dirigindo-se a Deus em todo tipo de situação”.