Capuchinho relata sua experiência como missionário no Haiti

É importante viver não escolhendo o que fazer, mas abraçando o que a Providência Divina oferece, vivendo a perfeita alegria da missão

Brasília, (Zenit.org) Edmar Araújo | 840 visitas

Em texto publicado no site das Pontifícias Obras Missionárias, o Frei Adani Carlos Guerra, OFMCap - da Província Sagrado Coração de Jesus do Rio Grande do Suldeu um belo testemunho sobre seu ministério missionário realizado no Haiti no ano de 2011. O gaucho de Nova Alvorada afirma que este trabalho constituiu-se como “um dos mais belos presentes que um religioso poderia receber: realizar uma experiência missionária”. O religioso diz que sua morada inicial seria no arrondissementde Corail, mas que por um desígnio de Deus acabou por morar no vilarejo de Abacour. “Os planos de Deus não são os planos dos homens”, comenta.

À luz dos ensinamentos de São Francisco de Assis, o Frei Adani diz que é importante viver não “escolhendo o que fazer, mas abraçando o que a Providência Divina oferece, vivendo a perfeita alegria da missão”. Neste sentido, ele diz que a missão teve como uma de suas prioridade a necessidade de desenvolver-se na relação interpessoal com as pessoas, marcada pelo encontro humano e fraterno. “E foi essencialmente para isto que fui: ser um irmão entre os irmãos haitianos”, comenta.

O Frade divide a missão no Haiti em dois grandes momentos. O primeiro, segundo relata, foi sua presença na fraternidade e nos locais por onde esteve no Haiti, dedicando-se aos necessitados em favor do Reino dos Céus, além de ter aprendido o Creol – idioma popular local e assim ter-se permitido melhor comunicar-se, ser compreendido e compreender. O outro momento foi a forte atuação pastoral junto aos haitianos, visitando enfermos, conduzindo celebrações em Abacour, auxiliando na escola de informática local e acompanhando o grupo jovem Juventude Franciscana – JUFRA.

“Os desafios foram muitos e grandes, porém, incomparáveis com a graça de Deus nesta experiência missionária. Depois dela, sinto-me um humano diferente, um frade diferente. Vejo-me mais cuidadoso, mais sensível, mais atento, mais terno, mais brincalhão com as pessoas, principalmente com aquelas que estão diariamente ao meu lado(...) aprendi a aprender com quem muito pouco tinha”

Ao encerrar o testemunho, o religioso resume este tempo em que esteve em Abacour, no Haiti. “Um tempo de graça, onde experimentei que "Deus, por meio do seu poder que age em nós, pode realizar muito mais do que pedimos ou imaginamos" (Cf. Efésios 3, 20).