Cardeais, bispos e responsáveis neocatecumenais refletem sobre nova evangelização

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KORAZIM, terça-feira, 1º de abril de 2008 (ZENIT.org).- Nove cardeais e 160 bispos provenientes de toda a Europa, 25 dos quais italianos, reuniram-se de segunda a sábado da semana passada na Domus Galilaeae, no Monte das Bem-Aventuranças na Galiléia, por convite dos responsáveis do Caminho Neocatecumenal, Kiko Argüello, Carmen Hernández e o Pe. Mario Pezzi, para refletir sobre a Nova Evangelização da Europa.

Os participantes na reunião foram saudados mediante um telegrama do Secretário de Estado, o cardeal Tarcisio Bertone, que enviou uma saudação e a bênção do Papa Bento XVI.

Ao término da convivência, os cardeais e bispos prepararam um comunicado conjunto para relançar a evangelização da Europa através das novas realidades eclesiais, em particular do Caminho Neocatecumenal.

A evangelização, ou re-evangelização da Europa é um tema muito próximo e muito querido por Sua Santidade, que em 2007, dirigindo-se ao episcopado europeu, falou da «apostasia da Europa», e recentemente, em 8 de março de 2008, falando da situação de secularização na Europa à Assembléia Plenária do Pontifício Conselho para a Cultura, disse: «A secularização, que se apresenta nas culturas como proposta do mundo e da humanidade sem referência à Transcendência... não constitui só uma ameaça externa para os crentes, mas se manifesta já há muito tempo no próprio seio da Igreja. Desnaturaliza desde dentro e em profundidade a fé cristã e, em conseqüência, o estilo de vida e o comportamento diário dos crentes».

«Aqui está se tratando do futuro da Europa», disse o cardeal Christoph Schonborn, arcebispo de Viena e um dos participantes do encontro.

«Nos últimos 40 anos, a Europa disse três vezes ‘não’ a seu futuro: em 1968, quando refutou a Humanae Vitae; 20 anos depois, com a legalização do aborto; e hoje com o matrimônio homossexual. Já não se trata de uma questão moral, mas de um fato: por exemplo, na Alemanha, hoje, por cada 100 pais, há 70 filhos e 44 netos. Em duas gerações, a população se reduzirá à metade», constatou o purpurado.

«Isto é, objetivamente, um ‘não’ ao futuro – constatou. A única força na Europa que promoveu e promove o futuro é a Igreja Católica, através de Paulo VI, João Paulo II e Bento XVI. O Caminho Neocatecumenal é, sem dúvida, uma resposta do Espírito Santo a esta situação e eu o pude comprovar como bispo e como pastor. Vi pais que dizem ‘sim’ à vida com generosidade e coragem, dizem ‘sim’ ao futuro», insistiu o cardeal Schonborn.

«Este encontro no Monte das Bem-Aventuranças é muito importante – disse o cardeal Stanislaw Dzwisz, arcebispo de Cracóvia, que participou do encontro –, porque a moralidade na Europa está em uma crise profunda, não só no âmbito individual, mas também institucional. É necessário refletir para buscar uma saída, e nós, como pastores, devemos fazê-lo. Assim, há uma proposta importante, a proposta do Caminho Neocatecumenal, que é renovar a vida familiar. A crise da Europa foi causada pela crise da família, assim que, renovando a vida da família se pode renovar a Europa».

Presidindo a Eucaristia junto à margem do Lago de Tiberíades, próximo da rocha do Primado de Pedro, o antigo secretário de João Paulo II recordou sua grande figura e expressou o desejo de que seja canonizado logo e de que seja erigido padroeiro da nova evangelização.

Também participaram do encontro, que concluiu no sábado 29 de março, o primaz da França, cardeal Barbarin, arcebispo de Lyon, cardeal Rouco, arcebispo de Madri e presidente da Conferência Episcopal Espanhola, o cardeal Meisner, arcebispo de Colônia, o cardeal Glemp, primaz da Polônia, e o cardeal Puljic, arcebispo de Sarajevo.

Além do numeroso grupo de bispos italianos, estavam presentes numerosos grupos procedentes da Polônia (25 bispos), da Espanha (15 bispos) e também bispos de todos os países europeus, tanto orientais como ocidentais.

Representando o Santo Padre, interviram o presidente do Pontifício Conselho «Cor Unum», o cardeal Josef Cordes, e o presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, o cardeal Stanislaw Rylko, que no sábado presidiu a Eucaristia conclusiva.

O Caminho Neocatecumenal foi reconhecido por João Paulo II como «um itinerário de formação Católica válido para a sociedade e para o tempo moderno».

Bento XVI, em janeiro de 2006, inaugurou a Missão «ad Gentes» promovida pelo Caminho Neocatecumenal, enviando 7 presbíteros a diversas cidades européias, cada um acompanhado de três famílias com numerosos filhos, em áreas onde a Igreja está atualmente ausente e onde o número dos não-batizados corresponde a quase 90% da população.

Os bispos presentes escutaram os primeiros resultados desta experiência e muitos deles expressaram seu desejo de poder iniciá-la em sua diocese.

O encontro aconteceu na Domus Galilaeae, inaugurada por João Paulo II no ano 2000, e que nessa ocasião disse: «O Senhor estava vos esperando neste monte».