Cardeais representam uma família, diz Dom Eusébio Scheid

Arcebispo do Rio de Janeiro fala sobre o Consistório de novembro passado

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Por Alexandre Ribeiro

 

RIO DE JANEIRO, quinta-feira, 20 de dezembro de 2007 (ZENIT.org).- Segundo Dom Eusébio Scheid, os cardeais representam, «uns para os outros, uma colegialidade, uma família que se empenha por viver os ideais do Evangelho da melhor maneira possível, dentro das situações mais privilegiadas, ou mais difíceis, que compõem as respectivas realidades».

Em mensagem aos fiéis difundida essa quarta-feira pelo site de sua arquidiocese, o cardeal do Rio de Janeiro fala sobre o Consistório de novembro passado, quando o Colégio Cardinalício se reuniu e o Papa criou 23 novos cardeais.

Segundo Dom Eusébio, na véspera da cerimônia de recepção do chapéu cardinalício pelos novos escolhidos, dia 23 de novembro, houve um dia de encontros e reuniões.

A manhã foi dedicada ao tema do ecumenismo, com intervenções de diversos cardeais e uma conferência do Cardeal Walter Kasper, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos.

Nesse sentido, Dom Eusébio recorda que o verdadeiro ecumenismo «se caracteriza pela autêntica vivência cristã e a partilha de valores irrenunciáveis, que nós temos, na melhor plenitude possível, dentro do Catolicismo».

Na tarde daquele mesmo dia, Dom Eusébio conta que os cardeais discutiram a situação da Igreja Católica no mundo, seus maiores desafios e problemas.

«Fomos informados sobre o andamento da preparação do próximo Sínodo, cujo tema versará sobre a Palavra de Deus. Partilhamos notícias sobre o que estamos tentando fazer de melhor, em nossas respectivas missões, no mundo todo», recorda.

Houve ainda – prossegue o cardeal Scheid – «uma bela exortação do próprio Papa para nós Cardeais, mostrando onde se encontram, hoje, os maiores problemas da Igreja».

«O que existe de pior no mundo moderno é a falta de uma vivência da fé. Muitos não encontraram ainda Cristo - esse Cristo que fascina, assombra e encanta», lembra o arcebispo.

«E o Papa nos recordou o profundo simbolismo da cor purpúrea que usamos, em celebrações festivas. Ela lembra o próprio Cristo, ao derramar seu sangue, na fidelidade radical à vontade do Pai. Isto é o que se espera de cada um de nós, quando nos for pedido».

Segundo o arcebispo, falou-se, também, sobre a Exortação Apostólica que o Papa dirigiu ao clero e aos 11 milhões de católicos já existentes na China.

«Além disso, como já é do conhecimento de todos, o Papa lançou uma Encíclica, dirigida aos fiéis católicos e a todos os homens de boa vontade: Spe Salvi (“salvos pela Esperança”).»

Dom Eusébio recorda ainda que, «dentre os 23 novos Cardeais, tivemos a alegria de contar com um brasileiro, o Arcebispo de São Paulo, D. Odilo Pedro Scherer».

O Brasil está, atualmente, representado por nove membros no Colégio Cardinalício, incluindo-se os que estão na ativa e os eméritos.

«Desejo cumprimentar a cidade de São Paulo», afirma o cardeal Scheid, que possui «um Arcebispo muito preparado», de «reconhecida competência e da madura espiritualidade».

«Aos paulistanos os meus parabéns pela bênção que o Espírito Santo reservou à sua Arquidiocese, e ao Cardeal Odilo todo o meu apoio fraterno em tudo o que nos irmana na fé e na dedicação à Igreja», escreve Dom Eusébio.