Cardeal Agnelo: como sabemos que em Deus existem três pessoas?

Arcebispo de Salvador fala sobre a Santíssima Trindade

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SALVADOR, terça-feira, 9 de junho de 2009 (ZENIT.org).- “Como sabemos que em Deus existem três pessoas?” –questiona o arcebispo de Salvador (Brasil), Dom Geraldo Agnelo. A resposta “é simples”: “Sabemos porque Jesus nos disse. Os apóstolos creram em Jesus. Os evangelistas escreveram. A Igreja continua a anunciar”.

Ao falar sobre a Santíssima Trindade em artigo enviado a Zenit hoje, o cardeal reconhece que este é um “mistério” de difícil entendimento, mas que é uma verdade “profunda, íntima a nós mesmos”.

“O fato é este: Jesus anunciou aos homens o Pai e seu amor por nós; apresentou a si mesmo como Filho; prometeu e depois enviou aos apóstolos o Espírito Santo que opera sem cessar nas consciências e na Igreja”, escreve o arcebispo. E Jesus “mandou os apóstolos irem por todo o mundo a ensinar a boa notícia e a batizar em nome do Pai, Filho e Espírito Santo”.

Segundo Dom Geraldo Agnelo, temos estes pontos “firmemente”. “Outra luz se acende se consideramos que Deus é amor. Esta é a insuperável definição de Deus dada pelo apóstolo João”.

Porque Deus é amor, “o mistério trinitário é um mistério de amor. Existe um Pai, existe um Filho. São termos da família humana. João Paulo II em um discurso expôs esta ideia singular: ‘Deus não é uma solidão, é uma família’”.

O arcebispo explica: “Deus Pai ama o Filho, e por sua vez é amado pelo Filho. Esta dupla corrente de amor, em Deus, se faz concreta, real, torna-se pessoa: o Espírito Santo. O Espírito Santo, dizem os teólogos que refletiram sobre o Evangelho, é o amor recíproco do Pai e do Filho, feito pessoa”.

Segundo Dom Geraldo, quando “sentimos um impulso para o bem”, é o Espírito Santo “que nos fala e nos assiste”. “Quando fazemos alguma coisa de bom, é a força de Deus que opera em nós”.

O arcebispo convida todos a estarem “mais atentos ao Espírito de Jesus que quer operar os seus prodígios também em nós e por meio de nós. Assim poderemos testemunhar o evangelho hoje e sempre”.