Cardeal Marx: não devemos deixar de lutar pela paz

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ROMA, segunda-feira, 12 de setembro de 2011 (ZENIT.org) – “Há dez anos, os atentados que atingiram os Estados Unidos nos comoveram e continuam nos comovendo hoje, da mesma maneira como têm consequências que chegam até os nossos dias.”

Não poderia deixar de começar com a lembrança de um acontecimento tão decisivo para a história dos últimos anos e tão ligado aos enfrentamentos entre religiões, à política e à convivência civil, a homilia do cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique e Frisinga, na Celebração Eucarística que marcou o início, neste domingo, em Munique (Alemanha), da conferência “Bound to live together. Religiões e culturas em diálogo”, organizada pela diocese alemã e pela Comunidade de Sant'Egidio.

“Esta lembrança – prosseguiu o cardeal Marx – nos leva a não deixar de lutar pela paz. (…) Nós sabemos que os conflitos acompanham a história do homem, mas não devem nos desanimar nem fazer que deixemos que construir a paz.”

Segundo o prelado, não se trata de um aspecto a mais da vida dos crentes, de “um aspecto acessório”, mas de “um compromisso central na experiência de fé”.

“A Bíblia – destacou – apresenta também muitos relatos de guerra, porque conta uma história que também é humana”; mas, quando lida em profundidade, “surge o fio condutor da luta do Senhor pela paz e sua contínua oposição ao ódio”.

“A grande força do perdão manifestado em Jesus na leitura deste domingo é a chave do caminho de Deus com o seu povo através da história – afirmou. Deus ama e quer a diversidade. Na diversidade, estamos chamados a viver uns pelos outros e a praticar o perdão mútuo.”

“No conhecimento da paternidade de Deus, podemos nos unir a homens de outras confissões e encontrar as vias comuns para construir a paz.”

Para despedir-se dos participantes do Meeting de Sant'Egidio, o metropolita ortodoxo Filaret, representante do Patriarcado de Moscou, pronunciou umas palavras no final da liturgia: “Somos conscientes da unidade do gênero humano e nos comprometemos a observar o mandamento de Deus sobre a unidade e sobre o amor recíproco”.

“Com o coração agradecido, expresso a certeza de que o nosso encontro de hoje é um passo adiante rumo à unidade pedida pelo Criador”, concluiu.