Cáritas ajuda 250.000 vítimas do terremoto no Peru

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LIMA, terça-feira, 16 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Dois meses depois do violento terremoto que afetou várias cidades do Peru em 15 de agosto, a Cáritas continua levando a cabo um vasto trabalho de ajuda humanitária aos danificados, entre quem distribuiu até hoje um total de 2.177 toneladas de bens de primeira necessidade.



No marco da operação de pós-emergência posta em andamento, a Cáritas Peruana «está assistindo atualmente de forma direta 53.000 famílias (aproximadamente 250.000 pessoas)», informa um comunicado da instituição católica de ajuda.

Segundo os últimos dados oficiais, o sismo deixou para trás um saldo de 127.906 famílias danificadas.

Segundo o comunicado, o trabalho da rede Cáritas nas áreas afetadas está se centralizando em diferentes âmbitos:

–Albergue temporário e moradia: a Cáritas Peru construiu em Ica dois módulos de albergue temporário, adaptados às condições da emergência, com estruturas de placas de madeira e cobertura de plástico reforçado.

Desta forma, as equipes da Cáritas de Cañete, Yauyos, Chincha e Ica realizaram trabalhos de limpeza e avaliaram a situação das moradias, além de elaborar e difundir alguns folhetos de orientação sobre métodos de construção segura para as famílias que estão optando pela autoconstrução.

Na área de Castrovirryena, a Cáritas e o Comitê Regional de Emergência fizeram um plano de melhoramento de moradias dotadas de medidas anti-sísmicas e condições de habitação mais saudáveis.

–Água e saneamento: a Cáritas mantém a distribuição de água potável em Pisco, onde ainda existem sérias limitações. A distribuição é feita através de caminhões nas áreas rurais da província.

–Saúde: Está se levando a cabo o suprimento de medicamentos aos serviços paroquiais de saúde e às brigadas do Ministério de Saúde.

–Educação: a Cáritas Peru realizou uma avaliação em 10 centros educativos de Pisco e Ica, com objeto de pôr em andamento um plano de reconstrução e dotação de aulas. Nessas áreas, ainda que tenham reiniciado as aulas em 10% das escolas inspecionadas, o índice de evasão escolar continua sendo muito elevado.