Cáritas alerta para risco de epidemia entre desabrigados no Quênia

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CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 21 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- A Cáritas Quênia alertou sobre a precária situação sanitária que afeta uma parte das mais de 250.000 pessoas que nas últimas semanas fugiram de seus lares por causa da onda de violência desatada após as últimas eleições.

A situação é especialmente crítica na Arquidiocese de Kisumu, onde dispararam os casos de diarréia, o que faz temer por uma epidemia de cólera entre os desabrigados da área, explica esta instituição de ajuda dependente da Igreja Católica.

Apesar desta situação de risco sanitário, o estado nutricional dos desabrigados não é, por enquanto, preocupante, ainda que a Cáritas local adverte de que se trata de uma situação alimentícia muito volátil que pode deteriorar-se rapidamente se por algum motivo cessar o suprimento de comida aos afetados.

Atualmente, as equipes de voluntários da Cáritas Quênia estão distribuindo ajuda de primeira necessidade (comida, cobertores, mosqueteiras e utensílios domésticos) a vários assentamentos de desabrigados: 8.500 pessoas em Bungoma, 36.000 em Eldoret, 1.000 em Kericho, 800 em Mombasa e 12.500 em Nairobi, Kitale e Nakuru. Desta forma, forneceu material de saúde urgente a oito centros hospitalares em Nairobi, Migori, Eldoret, Kisumu, Mombasa e Kericho.

A Cáritas Quênia lançou um pedido urgente de ajuda às Cáritas doadoras pelo valor de 2,6 milhões de dólares, para enfrentar as necessidades desta emergência, ao qual respondeu imediatamente a Cáritas Espanhola, com o envio, na semana passada, de 100.000 euros.