Cáritas Espanhola envia ajuda aos refugiados de Darfur

Conflito ainda não terminou, afirmam responsáveis da Cáritas Chade

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MADRI, domingo, 31 de agosto de 2008 (ZENIT.org).- A Cáritas Espanhola anunciou o envio de uma ajuda de cem mil euros para os cerca de 50 mil refugiados em Darfur e outras 25 mil pessoas que vivem na região.

Esta ajuda será destinada, segundo a Cáritas, a «atividades tão variadas como: construção de poços e latrinas, distribuição de utensílios e sementes para o cultivo, formação para que os camponeses conheçam técnicas de cultivos mais rentáveis, reflorestamento, vacinação do gado e ajuda a escolas onde em cada sala há uma média de 134 crianças».

Este dinheiro será entregue a Cáritas Chade, responsável pela gestão de 3 dos 12 campos de refugiados (chamados Kounougou, Mile e Farchana). O presidente de Cáritas Chade é o bispo missionário espanhol Miguel Angel Sebastián.

Apesar do conflito em Darfur, que provocou mais de um quarto de milhão de mortos e dois milhões de desabrigados, já não ocupar espaço na mídia, a violência continua e os refugiados continuam chegando, afirmam os responsáveis desta Cáritas africana.

«Neste momento, esta crise está um pouco mais relegada ao esquecimento por parte da comunidade internacional, que atualmente dirige sua atenção a outros lugares. Isto faz que a ajuda humanitária esteja diminuindo», advertem.

«Operação esperança» no Quênia

Por outro lado, a Cáritas espanhola deu a conhecer também uma iniciativa de Cáritas Quênia em favor da pacificação deste país africano, após a onda de violência do mês de dezembro passado.

Trata-se da «Operação esperança», um programa de terapia para vítimas que sofreram trauma por causa da violência, que se pôs em andamento em Kibera, um subúrbio de Nairobi no qual vivem amontoadas três milhões de pessoas, e que foi o cenário mais sangrento durante o conflito.

A «Operação esperança» forma parte de uma ampla campanha que a Cáritas leva a cabo há meses, em um primeiro momento para atender à emergência humanitária, e posteriormente para ajudar na reabilitação e reassentamento dos desabrigados.

«Quando as crises desaparecem das capas dos jornais ou das telas de televisão, organizações como a Cáritas seguem trabalhando no longo prazo para reabilitar as vítimas. Além de repartir bens alimentícios e reconstruir casas, é preciso ajudar as pessoas a superarem os traumas profundos causados pela violência», afirmam os responsáveis da Cáritas espanhola.