Cáritas Internacional adverte sobre situação das mulheres refugiadas

Três milhões estão afetadas pela crise de longa duração

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ROMA, terça-feira, 22 de junho de 2010 (ZENIT.org) – As mulheres refugiadas são especialmente vulneráveis aos abusos dos direitos humanos quando são obrigadas a deixar suas casas durante longos períodos. Cáritas Internacional afirma que a sociedade pode fazer muito mais para protegê-las da violência. Três milhões de mulheres estão sendo afetadas por crises de longa duração.

“A comunidade internacional deve mostrar que a política garantirá proteção [aos refugiados] tal como garantem os tratados internacionais”, afirma Martina Liebsch, diretora de Política de Cáritas Internacional.

Existem cerca de dez milhões de refugiados no mundo atualmente. Cerca de dois terços estão mergulhados em crises de cinco ou mais anos. As mulheres são 49% da população refugiada, o que significa que cerca de três milhões se encontram afetadas por crises de longa duração. Frequentemente fogem de conflitos em lugares como Colômbia, Sudão, Iraque e Afeganistão. Na maioria das vezes vivem em lugares inseguros tais como acampamentos improvisados, sem proteção.

“As mulheres podem ser vítimas de violência nestes campos – diz Martina Liebsch. São mais vulneráveis aos ataques, sendo que frequentemente tem de deixar os campos para buscar itens básicos para suas famílias, tais como lenha e água.

Cáritas afirma que proporcionar melhor segurança nos acampamentos é essencial, assim como tornar as informações sobre atos de violência mais fáceis e ter acesso aos procedimentos jurídicos.

“Os programas de apoio para as mulheres são um fator chave – afirma Liebsch. Se for dado a uma mulher a capacidade de fornecer segurança para si e para sua família, não será forçada a assumir riscos saindo do acampamento.”

Cáritas ajudou 12 mil pessoas em Darfur, Sudão, colocando em andamento centros que proporcionam atividades tais como fabricação de pães, confecção de roupas e geração de renda com moagem de cereais.

A entidade afirma que a experiência prática em campos de refugiados em Benim, África Ocidental, mostra que proporcionar papéis de liderança às mulheres melhora sua segurança. As atividades de construção de paz entre as refugiadas e a comunidade também podem reduzir tensões.

“O melhor modo de oferecer segurança é resolver a crise para que os refugiados possam retornar a casa – diz Martina Liebsch. As alternativas são apoiar a integração na comunidade de acolhimento ou restabelecê-las em outro país. Alcançar isso significa apoiar habilidades que preparem as pessoas para que possam criar uma nova vida.”

(Nieves San Martín)