Cáritas pede aos governos que tomem medidas contra mudanças climáticas

Conferência sobre meio ambiente em Cancun (México)

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CANCUN, quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 (ZENIT.org - El Observador) - A Comissão Episcopal da Pastoral Social (CEPS) - Cáritas Mexicana, à frente de 30 delegações da Cáritas dos cinco continentes, pediu em Cancun que os governos do mundo inteiro "façam progressos no financiamento e cheguem a um acordo legalmente vinculante na Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas.

A Conferência começou no último fim de semana em Cancun, na Riviera Maia, no México e se estenderá até o próximo dia 10 de dezembro.

Dom Gustavo Rodríguez Vega, bispo de Novo Laredo e presidente da Cáritas Mexicana, observou que "a Terra nos foi outorgada para sua proteção. Cuidar da Terra não é um benefício somente para nós como geração atual, mas também para as gerações futuras. É um gesto de amor e solidariedade para os seres humanos do futuro".

A Cáritas exige que os países ricos respondam às suas obrigações financeiras para com os países em vias de desenvolvimento: facilitar os 30 milhões de dólares em ajuda que prometeram para programas que promovam a adaptação às mudanças climáticas.

Os beneficiários devem ser as comunidades mais pobres que não disponham da capacidade necessária para responder às rígidas condições climáticas que já estão suportando, de acordo com o relatório que se apresentará à delegação da Cáritas, agência de caridade da Igreja Católica em todo o mundo.

Os países desenvolvidos devem cumprir também sua promessa de financiamento anual de 100 bilhões de dólares a longo prazo para 2020. Esse financiamento deve ser transparente, responder a prioridades nacionais e locais e ser adicional à Ajuda Oficial ao Desenvolvimento (AOD).

Os negociadores que participam da Conferência em Cancun terão, nas próximas duas semanas, a missão de desbloquear as discussões sobre a segunda fase do Protocolo de Kyoto, que deveria começar a ser implementada em janeiro de 2012. O impasse entre países desenvolvidos e em desenvolvimento a respeito do compromisso com metas obrigatórias de redução de gases-estufa, somado à mais recente e devastadora crise financeira global, torna remota a possibilidade de avanço na conferência mexicana.