Cáritas, primeira a ajudar comunidades afetadas no Paquistão

Testemunho de um de seus agentes, Chaudhry Kamran

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ISLAMABADE, terça-feira, 31 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Publicamos o testemunho de Chaudhry Kamran, da Cáritas Paquistão, que está oferecendo ajuda às famílias afetadas pelas inundações.

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Quando as fortes chuvas começaram a atingir o sul de Punjab, fui até as áreas inundadas. Dentro do ônibus, todos estávamos muito preocupados com as pessoas que víamos, vivendo em refúgios improvisados, barracas de acampamento não tinham nenhuma possibilidade de resistir ao forte vento.

Ninguém sabia o que iria acontecer... A última atualização da ONU fala de pelo menos 17,2 milhões de pessoas afetadas pelas inundações, mais de 1.600 pessoas morreram e milhares foram atingidas por doenças de pele e estômago.

Os Estados Unidos e outros países do mundo prometeram mais de 700 milhões de dólares para ajudar as vítimas no Paquistão. O fundo Monetário Internacional está estudando todas as formas possíveis de ajudar o país.

Os sobreviventes esperaram ajuda estrangeira por duas semanas depois que ficaram submersos na água. Cáritas foi a primeira a chegar a Bela Khan, disse o exército do Paquistão. As vinte barracas de acampamento fornecidas há uma semana pelas equipes diocesanas de Cáritas Multan permitiram dar abrigo às famílias cujos lugares só podem ser visitados de lancha.

Na segunda etapa da ajuda, os moradores se reuniram dia 26 de agosto no ponto de distribuição, quando o comboio aproximou-se da Igreja. Era difícil entender os comentários da maioria dos beneficiados pertencentes à comunidade de língua saraiki (língua dos grupos étnicos do centro do Paquistão). Não estão dispostos a abandonar seus lares, agora transformados em um monte de barro. Muitas famílias continuam vivendo à beira de barrancos com a esperança de que a água baixe em breve. Antes das barracas de acampamento provenientes da Cáritas chegarem, os refúgios eram de tecido apoiado em grandes tambores ou lâminas de plástico coberto com ramos.

“O que pode nos dar? O que você trouxe?” – eram perguntas comuns para todos que visitavam os acampamentos dos atingidos pelas inundações. Ansiosos, sempre olhando as mãos dos visitantes, questionando o que o mundo tinha feito com eles.”

Um pacote de ajuda emergencial geralmente tem duração de dois dias para uma família de seis pessoas, uma unidade familiar típica da comunidade. Contudo, fornecer conhecimento, ferramentas como máquinas de costura, pode ajudar a trazer de volta a confiança e esperança entre os sobreviventes. Enquanto comida e roupa são as grandes necessidades, o mundo tem de pensar nas formas para ajudá-los a viver com dignidade.