Cáritas responde ao ciclone que deixou 4.000 mortos em Mianmar

| 962 visitas

CIDADE DO VATICANO, segunda-feira, 5 de maio de 2008 (ZENIT.org).- A rede Cáritas, composta por organizações católicas de todo o mundo para a ajuda humanitária, está muito preocupada pelo ciclone que passou por Mianmar neste fim de semana, deixando pelo menos 4 mil mortos e mais de 3 mil desaparecidos, segundo a televisão pública.

Em seu boletim da tarde, a televisão birmanesa informou que «o número confirmado é de 3.934 mortos, 41 feridos e 2.879 desaparecidos».

A Cáritas Internacional está coordenando as operações de ajuda de seus 162 membros nacionais e trabalhando com as equipes que já se encontram na região.

Calcula-se que cerca de 100 mil pessoas ficaram sem teto por causa do ciclone Nargis, ainda que os especialistas prevejam que o número de vítimas mortais cresça à medida que se restabeleçam as comunicações e se reabram as estradas.

A responsável da Equipe de Resposta às Emergências, da Cáritas Internacional, Dolores Halpin-Bachmann, afirma em um comunicado enviado à Zenit: «É muito urgente a necessidade de que o pessoal de emergências possa chegar às áreas afetadas pela catástrofe, com o fim de avaliar os danos registrados, distribuir alimentos, oferecer alojamento, água limpa e assistência médica».

«Mianmar é um país pobre e certamente precisará de ajuda internacional, para responder a uma catástrofe desta magnitude. Por enquanto, só recebemos informes imprecisos que, contudo, nos fazem temer pela gravidade da situação humanitária. Nagris devastou uma cidade de 5 milhões de pessoas», acrescenta Halpin-Bachmann.

«Em um contexto semelhante, somos conscientes da importância de que a população possa ter acesso à água limpa, com o fim de evitar a propagação de doenças. A Cáritas sabe por experiência que os primeiros dias são cruciais para salvar vidas.»

«Após o tsunami na Ásia, em 2004, milhares de vidas puderam ser salvas graças à rapidez e eficácia na resposta da comunidade humanitária, na primeira fase da emergência. O governo de Mianmar deve fazer todo o possível para ajudar os cooperadores na resposta humanitária», conclui a representante da Cáritas.