Caritas se mobiliza para ajudar flagelados da Namíbia

As inundações afetaram mais de 700 mil pessoas

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Por Nieves San Martín

WINDHOEK, domingo, 31 de maio de 2009 (ZENIT.org).- As graves inundações na Namíbia, no sul da África, afetaram a mais de 700 mil pessoas e deixaram 40 mil sem moradia em grave necessidade. A Caritas regional se mobilizou para atender aos flagelados.

O rio Zambezi aumentou seu nível em mais de 8 metros após as intensas chuvas deste mês, inundando o norte do país, de acordo com o site da Caritas Internacional.

A coordenadora da Caritas regional, Ir. Aine Hughes, disse em uma recente visita à área afetada: «A maioria das casas e fazendas estão construídas com tijolos de argila. Foram total ou parcialmente destruídas com o resultado de forma que as pessoas estão sem casa ou suas casas estão agora inabitáveis».

«Alguns tiveram que abandonar tudo levando somente as roupas do corpo, ficando em total indigência. Estão vivendo em tendas e refúgios feitos com telas de plásticos. Não possuem esteiras ou colchões».

Há uma urgente necessidade de cobertores e roupas para crianças, telas de plástico, tabletes para purificação de água e comida extra para crianças. A Caritas Namíbia se ofereceu para facilitar a distribuição através de suas estruturas locais onde muitos voluntários estão oferecendo seus serviços.

Mais de duzentas escolas foram fechadas e cem mil crianças tiveram que interromper suas aulas. As lavouras foram destruídas, impedindo a colheita para o próximo inverno, as clínicas estão se vendo forçadas a fechar, deixando as pessoas afetadas pelo HIV em grave risco.

As fontes de água limpa para beber e cozinhar foram destruídas ou contaminadas. O acesso aos rios é impossível devido às inundações, de maneira que as pessoas estão submetidas a graves restrições de água. Muitos campos de refugiados não têm água suficiente para beber.

A Caritas se propõe a trabalhar com as comunidades afetadas, encontrando uma terra alta onde possam se reassentar, oferecendo capacitação em tecnologias de adaptação, de maneira que as novas casas possam resistir melhor as inundações e promovendo uma agricultura sustentável.

«O impacto da mudança climática está tendo mais graves efeitos sobre as comunidades vulneráveis nestas partes do país, que dependem de uma agricultura baseada na chuva e meios de vida de subsistência. As pessoas aqui necessitam de serem capazes de mitigar o impacto da mudança climática onde seja possível e adaptarem-se às variações do tempo para assegurar seus meios de vida. Há também algumas tecnologias simples como a introdução do alojamento usando lajotas de cimento para resistir à chuva e aos danos da água», disse a Ir. Aine.