Carta do sofrimento e do dicastério da saúde cumprem 25 anos

Marcarão a próxima jornada do enferno

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CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 18 de junho de 2009 (ZENIT.org).- Dois aniversários, os 25 anos da carta apostólica Salvifici Doloris e do Conselho Pontifício para a Pastoral no Campo da Saúde marcarão a 18ª Jornada Mundial do Enfermo, que se celebrará no dia 11 de fevereiro de 2010.

O presidente do dicastério vaticano, o arcebispo polonês Zygmunt Zimowski, explicou isso aos microfones de “Rádio Vaticano” após uma reunião celebrada, no dia 9 de junho passado, na sede do Conselho Pontifício, para preparar esse evento e outros previstos nos próximos meses.

“Devemos preparar bem este aniversário, recordando também a carta Salvifici Doloris, que fala do sentido da vida humana e do sofrimento”, disse.

“Creio que é a primeira carta deste tipo na história da Igreja –acrescentou. Este documento surge do coração de João Paulo II”.

Dom Zimowski revelou que sempre recorda uma frase que escutou do próprio João Paulo II: “Tenho poucas recordações de minha mãe, mas recordo que sofreu muito”.

Para o bispo polonês, a mãe de João Paulo II o ajudou, através do sofrimento, olhando-o desde o céu, e sua falta foi a causa de sua grande devoção mariana.

Sobre a próxima Jornada anual do Enfermo, o presidente do dicastério anunciou sua intenção de “envolver todo o mundo, especialmente Roma, que é a diocese do Santo Padre”.

Explicou que o Conselho quer convidar o Santo Padre a presidir a Santa Missa dessa Jornada, na Basílica ou Praça de São Pedro.

Também a “tantas pessoas que sofrem, tantos necessitados e abandonados e as pessoas que querem oferecer seu sofrimento pela Igreja e pelo Santo Padre, que é muito atacado hoje no mundo e esse ataque não é justo”.

Em uma entrevista publicada nessa quarta-feira na edição diária em língua italiana de L'Osservatore Romano, Dom Zimowski destaca sua "crença no valor redentor do sofrimento".

O bispo destaca que “para promover uma autêntica cultura da saúde, há que desenvolver uma correta antropologia que não se reduza ao bem e à saúde do corpo, mas se pergunte pela pessoa humana em sua integridade e em sua unidade somático-espiritual".