Catequese de adultos: espiritualidade do catequista (Parte I)

A catequese não existe só para transmitir doutrina.

Brasília, (Zenit.org) José Barbosa de Miranda | 776 visitas

CONTEXTO DA ESPIRITUALIZAÇÃO

O último artigo, e porque não dizer, os anteriores, produzirão frutos se forem instrumentos de uma espiritualidade em Cristo.  Sendo a espiritualidade um jeito de ser e crescer na intimidade com Cristo, um itinerário a caminho da glorificação, ela implica em fatos concretos de amor e renúncias, como:

Vida de oração. A oração é o combustível da missão do catequista. É a planta que vive e dá frutos, se adubada, regada, podada, se for uma martirya. É uma atitude que transborda conversão diária. Um respirar. Um meditar. É colocar-se junto de Deus e com Deus (cf.Mt 6, 5-8) na oração do homem justo (cf. Lc 18, 10ss. Na oração de Jesus (cf. Mt. 6, 6; 6,12.

Testemunho. É um compromisso. Uma fidelidade. Viver o que ensina. Ser parecido com Jesus (cf. Jo 15, 12). Ser autêntico (cf. Jo 13, 35).

O ser do(a) catequista é o ser de Jesus: na Igreja, na rua, entre os pecadores, na família. Onde Deus o colocou aí deve dar frutos, vivendo a espiritualidade da presença.

É O ESPIRITO SANTO QUE ALIMENTA A ESPIRITUALIDADE

Ela é alimentada pelo Espírito Santo que gera uma filiação amorosa no ventre da igreja, vitalizando os membros do Corpo Místico de Cristo.

A espiritualidade é uma experiência pessoal com Deus para viver, em profundidade, a própria vida, saindo do âmago do ser para construir e contemplar a paz interior.

É um programa de vida em Jesus. Assim, a finalidade da Espiritualidade é fazer uma experiência pessoal com Deus, vivendo e atuando no mundo (Jo 17,15.17). Tal espiritualidade se revela como encontro que nos des-centra, nos des-loca, nos faz conscientes do que nos cerca e nos lança a um compromisso de transformação do mundo, segundo o projeto de Deus. Mais ainda, a espiritualidade nos recorda que a revelação de Deus tem lugar no reverso da história, fora da cidade, em meio à margem do mundo da exclusão.

A grande originalidade da espiritualidade é a descoberta do mundo interior, esse mundo desconhecido e surpreendente, que é o coração, onde acontece o que é mais importante e decisivo de cada pessoa. Toda pessoa possui dentro de si uma profundidade que é seu mistério íntimo e pessoal, sua raiz. Por isso, viver em profundidade significa entrar no próprio ser, descer até às raízes da própria existência e chegar à sua corrente subterrânea.

Aqueles que mergulham na profundidade do oceano interior ficam fascinados pelo esplendor do que contemplam. O coração de cada um é habitação de sonhos de vida, de futuro, de projetos; ele é a sede das decisões vitais, o lugar das riquezas pessoais, onde se encontram os dinamismos do crescimento, de onde partem as aspirações e desejos fundamentais que impulsionam o ser para a realização como criaturas de Deus, tornando-se verdadeiras “imagens e semelhanças” d’Ele.

Pela espiritualidade degustamos o que a Palavra de Deus nos fala, sentindo o seu sabor. Por isso é necessário:

- Fazer da Palavra um itinerário de vida interior;

- Permitir e colaborar para que Deus entre em nosso ser;

- Transformar nossa vida em momentos de oração/escuta;

- Gerar em nós uma experiência de Deus.

A espiritualidade é:

- Vivência da fé, diariamente, sob a ação do Espírito Santo;

- Uma necessidade interior de conversão;

- Um estilo de vida marcado pela busca de Deus;

- Um modo de ser, viver, falar e agir.

EXIGÊNCIAS DA ESPIRITUALIDADE DO CATEQUISTA

O catequista  precisa se alimentar de uma sólida vida espiritual. É necessário que seja uma pessoa de espiritualidade. Para o exercício de sua missão profética, ministerial e educativa, tem de assumir seu chamado com entusiasmo para a realização plena de sua vocação batismal.

Espera-se que o catequista seja uma pessoa capaz de perceber a presença de Deus nas atividades humanas e nos acontecimentos da história, que saiba enxergar todas as pessoas, particularmente as que estão no caminho da iniciação à vida cristã, com os olhos ternos e misericordiosos de Deus.

A PEDAGOGIA SEM MISTAGOGIA É VAZIA.

Sem espiritualidade, a catequese se torna uma sala de espera. Vive-se num vazio, folheando revistas sem encontrar o que foi buscar, é uma espera do nada e acaba transmitindo o nada. Todos são chamados a uma vida de espiritualidade construindo a própria santidade.

O Pai deseja que todos sejam santos, em especial o/a catequista: cf. Ex 15,11; 19, 6; Lv 19, 1; Dt 7,6. A espiritualidade é um jeito de ser do/a catequista:

- na família; 

- na Igreja; 

- no mundo; 

- na educação da fé.

A espiritualidade não consiste simplesmente na realização de exercícios espirituais, de orações preestabelecidas ou até mesmo espontâneas, mas sim no modo de ser e de viver de acordo com a Palavra e os ensinamentos da Igreja.

Sendo a espiritualidade um jeito de ser, ela implica em fatos concretos, como:

Vida de oração. A oração é o combustível da missão do catequista. É a planta que vive e dá frutos. É um sentimento.  Um respirar. Um meditar. É um colocar-se junto de Deus: (cf.Mt 6, 5-8), na oração do homem justo (cf. Lc 18, 10ss.) na  oração de Jesus (cf. Mt. 6, 6; 6,12).

Testemunho. É um compromisso. Uma fidelidade. Viver o que ensina. Ser parecido com Jesus (cf. Jo 15, 12). Ser autêntico (cf. Jo 13, 35).

O ser do (a) catequista é o ser de Jesus, na Igreja, na rua, entre os pecadores, na família.