Catequista é antes de tudo discípulo e missionário de Jesus Cristo, diz CNBB

Em carta assinada por Dom Eugênio Rixen, responsável do setor no organismo episcopal

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BRASÍLIA, sexta-feira, 24 de agosto de 2007 (ZENIT.org).- Com ocasião do dia do catequista, 26 de agosto, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) dirigiu-se a eles para afirmar que o catequista é, antes de tudo, um discípulo e missionário de Jesus Cristo.



«Com alegria e gratidão, neste dia dedicado aos catequistas, quero parabenizá-los pela bonita e importante missão que desempenham na ação evangelizadora da Igreja», afirma, em carta difundida hoje, Dom Eugênio Rixen, bispo de Goiás, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB.

Discípulo e missionário de Cristo, o catequista «é alguém que foi seduzido por ele e que se deixou seduzir. Por isso, procura viver na sua proximidade e intimidade».

Segundo o bispo, a catequese deve propiciar este encontro com Jesus através da partilha da Palavra, dos momentos de oração e da vivência fraterna.

«A fé, mais do que um conjunto de conhecimentos é, antes de tudo, um encontro com o Bem-Amado. É desta relação amorosa que os catequizandos precisam viver», afirma.

Dom Eugênio recorda então as palavras de Bento XVI na abertura da Conferência de Aparecida, em maio passado, onde o Papa diz que um grande meio para introduzir o povo de Deus no mistério de Cristo é a catequese.

«Nela se transmite de forma simples e substancial a mensagem de Cristo. Será necessário, portanto, intensificar a catequese e a formação na fé de crianças, jovens e adultos. A reflexão madura da fé é luz para o caminho da vida e força para ser testemunhas de Cristo», cita.

Segundo Dom Eugênio, o amor pelo Mestre leva os catequistas a seguir a sua mensagem numa comunidade fraterna.

«Mesmo se a fé é uma decisão pessoal, ela só cresce na convivência com os outros. A experiência de uma comunidade de fé e de amor é fundamental para quem quer ser discípula/o de Jesus. A catequese não pode ser vivida de maneira isolada. A comunidade é fonte, lugar e meta da catequese.»

O bispo lembra ainda que o zelo apostólico do catequista o leva a ser missionário. «Não podemos guardar para nós o tesouro que recebemos. Num mundo marcado por tanta confusão ideológica e religiosa precisamos anunciar e testemunhar Jesus Cristo, cujo conhecimento é a plena realização do ser humano», afirma.