Católicos ajudam vítimas das tragédias em Mianmar e China

Ciclone Nargis e terremoto em Sichuan deixaram milhões de vítimas

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Por Alexandre Ribeiro

SÃO PAULO, terça-feira, 27 de maio de 2008 (ZENIT.org).- Os católicos continuam prestando seu auxílio às vítimas do ciclone em Mianmar e do terremoto na China, tragédias de dimensões que têm chocado o mundo nas últimas semanas.

Segundo informações da imprensa internacional, o ciclone Nargis, que atingiu a costa sul de Mianmar no dia 2 de maio, deixou 134 mil mortos ou desaparecidos até o momento. Outros 2,4 milhões de pessoas têm a sobrevivência ameaçada por epidemias e ausência de socorro.

Os trabalhos de ajuda no local são dificultados pelas restrições impostas pela Junta Militar que governa o país ao acesso de voluntários estrangeiros. A ONU negocia com os militares acesso livre principalmente para equipes médicas e de logística.

Já o terremoto de Sichuan atingiu essa província do sudoeste da China no dia 12 de maio. Com magnitude de 8,0 na escala Richter, o tremor, que teve epicentro a 92 quilômetros da capital Chengdu, pôde ser sentido em Bancoc, na Tailândia, e em Hanói, no Vietnã.

O número de mortos no terremoto chega a 70 mil. 360 mil pessoas ficaram feridas e outras 20 mil estão desaparecidas. Mais de 45 milhões foram afetadas e cerca de 15 milhões tiveram de ser realocadas. Estima-se que serão necessários três anos de trabalhos para reconstruir a área de Sichuan devastada pelo terremoto.

O auxílio dos católicos às vítimas das duas tragédias se coordena por meio da Cáritas Internacional.

Em Mianmar, a organização já prestou auxílio a mais de 60 mil pessoas em quatro das áreas mais seriamente atingidas pelo ciclone. Por meio de parceiros locais, chegam comida, abrigo temporário, serviços de saúde e outros itens.

Já na China, onde a rede de 162 organizações católicas de ajuda da Cáritas Internacional atua por meio da Cáritas Hong Kong, dezenas de voluntários trabalham na área devastada pelo terremoto em serviços médicos, alimentares e de alojamento.

A Cáritas Portuguesa afirmou esta semana em comunicado que os católicos no país estão respondendo aos apelos de ajuda. No Brasil, as campanhas também continuam.

«Perante as imagens que nos vão chegando é impossível ficar indiferente à imensidão destas tragédias. É o que temos constatado, através das sucessivas demonstrações de vontade, de muitas pessoas, em contribuir para minorar o sofrimento dos sobreviventes», afirma o organismo em Portugal.

Mais informações em www.caritas.org.