Chamado do Papa a defender vida e matrimônio entre homem e mulher
Mensagem por ocasião dos cem anos das Semanas Sociais dos Católicos Italianos
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CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 19 de outubro de 2007 (ZENIT.org).- Bento XVI fez um chamado a defender a vida e a família, fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher.
Seu pedido ficou impresso na mensagem que enviou nesta sexta-feira ao presidente da Conferência Episcopal Italiana, o arcebispo Angelo Bagnasco, futuro cardeal, por ocasião do centenário da primeira Semana Social dos Católicos Italianos.
Em sua carta, lida durante a edição número 45 das Semanas Sociais, que acontece nestes dias em Pistoia sobre o tema: «O bem comum, um compromisso que vem de longe», o Papa analisa «as emergências éticas e sociais» que a Itália enfrenta neste momento.
Entre elas, o Santo Padre sublinha «a questão antropológica, que envolve o respeito da vida e a atenção que é preciso dedicar às exigências da família fundada no matrimônio entre um homem e uma mulher».
«Não se trata de valores e princípios só católicos, mas de valores comuns que devem ser defendidos e tutelados, como a justiça, a paz e a salvaguarda da criação», declara a carta pontifícia.
Neste contexto, o bispo de Roma se detém depois a analisar os problemas que o trabalho pode provocar na família ou nos jovens.
«Quando a precariedade do trabalho não permite que os jovens constituam uma família, o desenvolvimento autêntico e completo da sociedade fica seriamente comprometido», afirmou.
Ante estes desafios, o Papa pede aos católicos que não reajam «pensando somente neles mesmos, mas sim, com um novo dinamismo, abrindo-se com confiança a novas relações, sem descuidar de nenhuma das energias capazes de contribuir para o crescimento cultural e moral».


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