China, apelo ao governo para parar as demolições das igrejas

Uma carta pastoral do bispo de Wenzhou e uma petição dos sacerdotes da mesma diocese pedem para o governo não destruir a democracia e estabilidade social

Roma, (Zenit.org) Redacao | 564 visitas

Mons. Vincenzo Zhu Weifang reagiu com uma carta pastoral à campanha contra as cruzes e edifícios religiosos muito chamativos, que já causou a destruição força de igrejas protestantes e católicas na China.

O gesto do bispo, reconhecido tanto pelo Vaticano quanto pelo governo chinês, foi seguido no dia seguinte, 31 de julho, pelos sacerdotes da sua diocese, que pediram ao governo do Zhejiand para parar a campanha brutal que visa demolir qualquer símbolo cristão.

Mons. Zhu, 87 anos, antes de tudo, pediu desculpas aos próprios fiéis por não ter atuado rapidamente, com a convicção pessoal de que a campanha teria parado rápido. Define, portanto, “errada e injusta” esta medida e – como publica Asia News – acredita que só cresce a tensão entre a Igreja e o governo, destruindo a harmonia religião-Estado e aumenta a instabilidade social. “Oremos - exorta o bispo – para que aqueles que nos perseguem possam mudar”.

Em seu discurso divulgado um dia depois da carta de Mons. Zhu, os sacerdotes da diocese de Wenzhou reconheceram sim que alguns edifícios tinham superado os limites aprovados, mas insistem que os procedimentos de construção estavam de acordo com a lei. Portanto, se perguntam sobre qual lei ou regulamento proíbe colocar uma cruz no teto de uma igreja.

Os sacerdotes criaram uma petição urgente para que o governo do Zhejiang "respeite a Igreja Católica, respeite as nossas cruzes sagradas e invioláveis, e respeitem os sentimentos religiosos dos católicos”. Pedem para o governo “não destruir a democracia, a harmonia e a estabilidade social”. Concluem o comunicado com uma dura advertência: “Não permitam que os seus atos estúpidos sejam ridicularizados pela história”.