China: faltam 37 milhões de mulheres

Tráfico sexual e prostituição: os frutos perversos da política do filho único.

Roma, (Zenit.org) Antonio Gaspari | 1006 visitas

O número reduzido de mulheres chinesas tem feito explodir o fenômeno do tráfico sexual e da prostituição na China.

O Instituto de Pesquisa Populacional dos EUA, no briefing semanal de 24 de junho, publicou um relatório escrito por Anne Roback Morse, segundo o qual o Departamento de Estado dos Estados Unidos, em seu último Relatório sobre o Tráfico de Pessoas, constatou que a China caiu na classificação mundial e se tornou um país de destino para o tráfico do sexo.

Ainda de acordo com o Departamento de Estado norte-americano, a política do filho único, adotada há 33 anos na China, é a principal causa do aumento do tráfico sexual e da prostituição no país.

A política do filho único tem forçado centenas de milhões de casais chineses a escolher entre uma menina e um menino, e a esmagadora maioria escolhe ter um filho do sexo masculino. As filhas costumam ser impedidas de nascer, vítimas do aborto seletivo.

Atualmente, existem 30 milhões de homens a mais do que mulheres na China. Como comparação, no Brasil, as regiões Sul, Centro-Oeste e Norte, com seus 14 Estados somados, reúnem juntas cerca de 30 milhões de homens e 30 milhões de mulheres. Imagine que todas as mulheres desses 14 Estados brasileiros sejam “deletadas” e os homens tenham que viajar para os demais Estados atrás de mulheres. Esta é a situação na China hoje.

A política do filho único naquele país “deletou” pelo menos 37 milhões de meninas. É óbvio que a demanda de mulheres tenha feito explodir o fenômeno do tráfico sexual e da prostituição. Acontecem até raptos de mulheres das áreas rurais para as cidades. O crime organizado está "exportando" mulheres de outros países para a China. Mulheres da Rússia, da Europa, da África e das Américas foram raptadas, compradas, enganadas e levadas à força para a Ásia a fim de tentar preencher a lacuna de 37 milhões de mulheres em território chinês.