Clonagem humana: as células-tronco embrionárias não deram nenhum resultado

Muita publicidade e nenhuma ética por trás dos procedimentos com células estaminais de embriões

Roma, (Zenit.org) Redacao | 992 visitas

Em face das recentes informações publicadas em uma revista norte-americana sobre a obtenção de embriões humanos mediante clonagem no Estado do Oregon para fins terapêuticos, a associação espanhola Profissionais pela Ética divulgou um comunicado em que afirma que os ensaios clínicos feitos até agora com células-tronco embrionárias não deram resultado algum.

O comunicado afirma que, “independentemente da maneira de obtê-las, o fato é que, depois de mais de uma década de pesquisas com células-tronco embrionárias, elas não conseguiram atingir nenhum resultado terapêutico. Na via contrária, as células-tronco adultas e as células IPs colhem sucessos terapêuticos constantemente. Por esse motivo, no mundo, existem apenas 24 ensaios clínicos com células-tronco embrionárias, contra 4.099 com células-tronco adultas”.

A associação também destaca que, “independentemente do seu objetivo, a clonagem ou transferência nuclear aplicada a seres humanos é expressamente proibida pelo Protocolo Adicional ao Convênio Europeu sobre os Direitos Humanos e a Biomedicina, vigente e aplicável na Espanha. Especificamente, proíbe-se toda prática que tenha por finalidade criar um ser humano geneticamente idêntico a outro ser humano, vivo ou morto”.

Para Teresa García-Noblejas, secretária geral dos Profissionais pela Ética, “não faz nenhum sentido apostar em células estaminais embrionárias, que não são rentáveis do ponto de vista da eficiência, não dão resultados terapêuticos e envolvem a destruição de embriões humanos transformados em cobaias de laboratório para satisfazer a vaidade de alguns cientistas e levantar fundos públicos de financiamento. Se juntarmos a isto o fato de que estas células-tronco são obtidas mediante clonagem humana, nos vemos diante de uma grave vulneração da dignidade do ser humano, que em nenhum caso deve ser produzido em laboratório, nem, muito menos, utilizado”.