CNBB saúda japoneses e descendentes
Na data em que se celebra no Brasil o centenário da imigração
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Por Alexandre Ribeiro
BRASÍLIA, quarta-feira, 18 de junho de 2008 (ZENIT.org).- Nesta quarta-feira, quando se comemora o centenário da imigração japonesa no Brasil, a Conferência episcopal saudou e manifestou sua admiração pelo povo japonês e seus descendentes que vivem no país.
Em nota, a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) recorda que nesta data, há cem anos, o primeiro grupo de japoneses, - 168 famílias e 779 pessoas -, aportou em Santos, em um navio de guerra adaptado para o transporte de passageiros.
«Do porto de Santos, foram levados para o centro de triagem na capital paulista e, daí, encaminhados, sobretudo, para fazendas de café, no interior do Estado», explica o organismo.
«Hoje, os vindos do Japão, ditos primeira geração ou ‘issei’, os de segunda geração, ‘nissei’, e os de terceira geração, ‘sansei’, somam aproximadamente 1,3 milhão de pessoas. O maior contingente, desde há três anos, passou a ser o dos ‘sansei’.»
A CNBB reconhece que, «muito cedo, em nosso país, os japoneses galgaram notáveis postos na agricultura e economia em geral, na ciência, na política, no esporte, na arte e outros campos».
Segundo o organismo episcopal, ao atravessar os oceanos e mares, os japoneses não trouxeram apenas seus sonhos e expectativas, sua cultura milenar, tradições e valores.
«Entre os imigrantes, muitos já vinham assinalados pela fé cristã-católica que, quinze séculos depois de Jesus dizer “Ide e evangelizai...” (Mt. 28,19) chegou também ao Japão. O primeiro operário dessa messe foi ninguém menos que São Francisco Xavier, seguido, depois, por outros missionários.»
Aqui, então --afirma a nota da CNBB--, começa a história da Panib (Pastoral Nipo-brasileira) «com quem hoje nos congratulamos».
«Pessoas bondosas se compadeceram das famílias japonesas que, marcadas pela fé católica, como dito, encontravam enormes dificuldades para se integrar na Igreja do Brasil devido, sobretudo, à diferença de língua.»
Os primeiros cuidados da Igreja para com os japoneses se deram em 1916. Em 1967 foi criada a Panib – Pastoral Nipo-brasileira, com sua sede nacional na cidade de São Paulo.
«Aí um significativo número de missionários franciscanos, jesuítas, verbitas, diocesanos e outras congregações masculinas e femininas chegaram para somar com a Panib no trabalho de evangelização dos japoneses.»
«Todos os missionários muito se dedicaram para atender as necessidades dos imigrantes. Para tanto, fundaram institutos de formação de catequistas e construíram escolas, creches, hospitais, asilos e igrejas», destaca a CNBB, que agradece a Panib por «todo o trabalho prestado à evangelização dos japoneses».


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